O braço roxo de Marina Ruy Barbosa, exibido no luxuoso baile da amfAR em Cannes, gerou burburinho imediato e levantou questionamentos sobre os impactos das roupas no corpo humano. Durante o evento, a atriz usou um vestido que pesava nada menos que 15 quilos, e, segundo ela, esse peso foi o responsável por causar o hematoma visível no ombro esquerdo. A repercussão do episódio trouxe à tona uma reflexão importante sobre saúde e circulação.
Pontos Principais:
O cirurgião vascular Sergio Belczak foi consultado pelo g1 para esclarecer como um vestido pode resultar em lesões tão visíveis. De acordo com o especialista, o famoso “roxo” é, na verdade, um hematoma — uma consequência do rompimento de veias pequenas que libera sangue sob a pele, gerando o aspecto arroxeado que tanto chamou a atenção. Quando roupas pesadas ou justas comprimem áreas sensíveis, como alças finas sobre o ombro, a formação de hematomas se torna possível e até provável.
Belczak aproveitou para alertar que, mesmo no cotidiano, roupas que apertam demais podem ter impacto semelhante, ainda que menos extremo. Peças como calças jeans muito justas, meias que apertam calcanhares e sutiãs sem sustentação adequada exercem pressão contínua, comprometendo a circulação e favorecendo a formação de hematomas e inchaços. Por isso, a escolha por peças mais leves e adaptadas ao corpo é um cuidado essencial.
Além do vestuário, o médico destacou a importância de manter uma dieta que favoreça a saúde vascular. Folhas verdes, por exemplo, são ricas em vitamina K, um componente essencial para a coagulação sanguínea eficiente. Quando a alimentação é restritiva, a capacidade de coagulação pode ser comprometida, aumentando as chances de hematomas e outros problemas circulatórios, mesmo em situações menos extremas.
O especialista também orientou que, após o surgimento do hematoma, é necessário ter cautela para evitar manchas persistentes na pele. Durante o processo de cicatrização, a região passa por várias tonalidades — de roxo a verde, depois amarelo — e deve ser protegida da exposição direta ao sol. Isso porque a interação do sangue extravasado, rico em ferro, com a radiação solar pode resultar em manchas escuras permanentes.
Para ajudar na recuperação, Belczak recomenda massagear a região afetada com arnica, um recurso simples que ajuda na absorção do sangue extravasado. O produto, facilmente encontrado em farmácias, pode acelerar o desaparecimento do hematoma, que normalmente leva até quinze dias para sumir completamente.
Fonte: G1.