Isabelle Nogueira, conhecida nacionalmente por sua participação no Big Brother Brasil e por sua atuação como cunhã-poranga do Boi Garantido, protagonizou um dos momentos mais marcantes da edição de 2025 do Festival de Parintins. Após seis anos de jejum, o boi vermelho e branco conquistou seu 33º título com uma diferença mínima de 0,5 ponto sobre o rival Caprichoso, e a comemoração da artista se destacou como símbolo dessa vitória histórica.
Pontos Principais:
Na tarde de segunda-feira, pouco após a apuração ser concluída, Isabelle publicou uma mensagem efusiva no Instagram agradecendo a Deus e ao povo vermelho pela conquista. A postagem rapidamente viralizou entre torcedores e admiradores do festival, reforçando seu papel central não apenas como símbolo do Garantido, mas também como figura pública influente.
Durante as três noites de apresentações, Isabelle passou por transformações cênicas que integraram dramaturgia, estética indígena e referências mitológicas amazônicas. Na primeira noite, surgiu como uma onça, interpretando a entidade Tapyra’yawara, evocando a força da selva e do imaginário ancestral da floresta. A performance, que combinou teatro físico e presença cênica, foi elogiada por especialistas e pelo público nas arquibancadas.
No sábado, ela surgiu representando uma ave mitológica no enredo “A Lendária Epopeia de Tamapu”, vestida com uma costeira indígena e acompanhada de um balé de urubus. O momento foi um dos mais fotografados da noite, destacando o uso de alegorias aéreas e iluminação dramática. A caracterização trouxe leveza e contraste à força da primeira noite, demonstrando versatilidade e domínio de cena.
No domingo, Isabelle concluiu sua jornada saindo de dentro de um Muiraquitã gigante — símbolo de fertilidade e proteção — e, em seguida, se transformou em uma arara vermelha. A escolha da ave nativa como figura final foi uma homenagem às artesãs da Amazônia, em sintonia com o tema do boi, “Boi do Povo, Boi do Povão”. A execução do número aliou tecnologia cênica, dança e simbolismo, encerrando com apelo emocional forte.
A presença de Isabelle foi decisiva em um festival marcado por uma disputa acirrada. O Garantido venceu as três noites: 419,8 na sexta, 419,5 no sábado e 419,8 no domingo, somando 1.259,1 pontos contra os 1.258,6 do Caprichoso. A pontuação apertada reforça a importância de cada item apresentado, incluindo a atuação da cunhã-poranga.
Mesmo sendo o maior vencedor da história do Festival de Parintins, o Garantido não conquistava o troféu desde 2019. A edição de 2025 encerra esse hiato com um retorno às raízes populares e um protagonismo feminino representado por Isabelle. Sua atuação, além de artística, foi simbólica: uma mulher amazônida, influente, conectada à cultura tradicional e à mídia contemporânea.