Jimmy Swaggart morreu nesta terça-feira, aos 90 anos, em Baton Rouge, Louisiana. A informação foi divulgada pelo próprio ministério fundado por ele, sem maiores detalhes. Swaggart marcou época como um dos mais influentes evangelistas televisivos do mundo, com transmissões em mais de 140 países e arrecadação milionária diária, principalmente durante os anos 1980.
Pontos Principais:
Sua ascensão foi fulminante: a mensagem de luta entre o bem e o mal, carregada de emoção, trovões de voz, lágrimas e apelos espirituais, ecoava em templos, lares e arenas. No auge, seus cultos emocionavam milhares de fiéis em tempo real, com sua retórica inflamável contra o pecado e seu apelo constante à salvação cristã.
Mas o mesmo tema que impulsionou sua popularidade viria a ser a raiz de sua queda. Em 1987, Swaggart foi flagrado por um detetive particular entrando em um motel com uma mulher. Mais tarde, a mulher relataria encontros repetidos de teor pornográfico, mas sem relação sexual, com o pastor. O episódio abalou profundamente a confiança pública em sua imagem.
Na televisão, em fevereiro de 1988, diante de milhares de seguidores, Swaggart fez um pedido de perdão comovente à esposa, Frances, e à sua igreja. A comoção foi tão intensa que alguns fiéis se ajoelharam, orando em línguas. No entanto, a liderança das Assembleias de Deus o suspendeu por um ano, exigindo reabilitação espiritual. Ele desobedeceu e voltou a pregar em apenas três meses, sendo definitivamente expulso da denominação.
O impacto da primeira queda foi agravado por um segundo escândalo em 1991, quando foi detido com uma prostituta na Califórnia. Desta vez, seu discurso foi mais evasivo. Em um culto seguinte, afirmou: “O Senhor me disse que isso não é da conta de vocês”, deixando perplexa a congregação.
Mesmo afastado da estrutura tradicional das igrejas pentecostais, Swaggart manteve atividades independentes, com doações em queda, mas ainda suficientes para sustentar uma vida confortável. Ele morava em uma casa luxuosa, possuía jato particular e carros importados. O ministério também empregava sua esposa e seu filho Donnie, que o sucedeu na pregação.
Sua história remonta a Ferriday, pequena cidade na Louisiana, onde nasceu em 1935. Primo dos músicos Jerry Lee Lewis e Mickey Gilley, aprendeu piano ainda na infância. Casou-se com Frances Anderson aos 17 anos e, convencido de seu chamado divino, passou a viajar pelo Sul dos EUA, realizando cultos de avivamento. Em 1975, estreou na televisão, consolidando uma trajetória que misturou fé, espetáculo e escândalo em doses iguais.