Louise Glover, aos 42 anos, tenta reconstruir a vida após perder tudo. A ex-modelo, que estampou a Playboy americana e viveu na mansão de Hugh Hefner, agora dorme em barraca ou em seu carro nas ruas de Berkshire, na Inglaterra. O contraste entre o glamour de sua juventude e a dura realidade atual tornou-se símbolo da instabilidade que atinge até quem já esteve sob holofotes.
Pontos Principais:
Sem renda fixa desde que seu negócio de personal training entrou em colapso, Louise viu o aluguel de seu quarto em Windsor subir para além do que podia pagar. Como não tem filhos e não recebe benefícios, não conseguiu se enquadrar em programas sociais britânicos. Restou a ela apelar para o apoio coletivo: lançou uma campanha no GoFundMe com a meta de 9 mil libras para comprar uma casa-barco.
O valor arrecadado até agora cobre cerca de um terço do objetivo, e cada contribuição representa um alívio temporário. Louise sobrevive como cuidadora de cães ou dormindo em sofás de amigos, Airbnbs baratos ou ao relento. Ela relata sofrer crises diárias de enxaqueca e ansiedade, resultado direto da instabilidade. Mesmo assim, segue insistindo em conseguir um lar fixo para retomar suas atividades como autônoma.
A reação do público é frequentemente marcada por julgamento. Por manter aparência conservada, muitas pessoas questionam sua condição de sem-teto, algo que ela contesta com veemência. “Há níveis diferentes de falta de moradia”, explica. Segundo Louise, estar sem-teto não significa necessariamente viver nas ruas em condições extremas; muitos dormem em carros ou barracas.
Sua trajetória foi marcada por sucesso precoce. Aos 20, foi eleita modelo do ano pela Playboy e conquistou espaço em eventos com estrelas como DiCaprio e Rihanna. Uma infecção grave após cirurgia de implantes mamários aos 27 anos provocou uma virada na vida da ex-modelo, que deixou os ensaios fotográficos para adotar uma rotina fitness e mais reclusa.
Nos últimos anos, a crise habitacional no Reino Unido se agravou, especialmente para pessoas acima dos 40 anos fora do mercado formal. O número de britânicos vivendo em condições semelhantes passa de 300 mil. Muitos recorrem aos barcos-casa como alternativa mais barata, já que o preço médio de imóveis se tornou inacessível. Glover vê nessa possibilidade uma nova chance.
A campanha online tem gerado solidariedade e comentários de apoio, mas o caminho de volta à estabilidade ainda é longo. Louise busca também cursos de qualificação gratuitos oferecidos por ONGs e acredita que pode voltar a ser autossuficiente. Enquanto isso, cada libra doada ajuda a diminuir a distância entre o presente e um novo começo.
Fonte: Instagram, Dailystar e Dailymail.