Michael Schumacher volta ao noticiário internacional não por resultados de pista, mas pelo peso de seu legado. A LEGO prepara o lançamento de um novo conjunto da linha Icons que recria a Ferrari F2004, carro que marcou o auge esportivo do piloto e se tornou um dos maiores símbolos da Fórmula 1 moderna.
O produto, voltado claramente ao público adulto, chega ao mercado após o vazamento de imagens nas redes sociais e reforça a estratégia da indústria de transformar memória esportiva em ativo de alto valor, como revelado pelo UOL. O modelo reproduz o F2004 em escala próxima, com cerca de 30 centímetros de comprimento, acompanhado da figura do piloto, seguindo o padrão adotado pela marca em outros lançamentos históricos.
A escolha do carro não é casual. O F2004 venceu 15 das 18 corridas da temporada de 2004, garantiu à Ferrari o sexto título consecutivo de construtores e levou Schumacher ao sétimo campeonato mundial, marca que por mais de uma década simbolizou o limite máximo da Fórmula 1. Para uma geração de fãs, o carro representa o período de maior previsibilidade competitiva da categoria, quando o domínio técnico se sobrepunha ao espetáculo.
No exterior, os conjuntos equivalentes da coleção, como o Williams FW14B de Nigel Mansell e o McLaren MP4/4 de Ayrton Senna, são vendidos por 69,99 libras. No Brasil, a linha LEGO Icons aparece no site oficial por R$ 799,99, posicionando o produto como item de coleção, não como brinquedo. O preço funciona menos como barreira e mais como filtro de público.
A iniciativa faz parte da parceria firmada entre a Fórmula 1 e o LEGO em 2024, que prevê produtos destinados desde crianças em idade pré-escolar até colecionadores experientes. Na prática, lançamentos como o F2004 indicam onde está a maior margem financeira da aliança, no fã adulto disposto a pagar pela nostalgia.
“Como alguém que viveu a Fórmula 1 dos anos 2000 de perto, ver a Ferrari F2004 do Michael Schumacher virar um set LEGO Icons é quase um gatilho emocional. Aquele carro não era só rápido, ele parecia invencível, dominava fins de semana inteiros e marcou uma era em que a F1 tinha roteiro próprio. Montar essa réplica é reviver domingos de corrida, ouvir o V10 na memória e lembrar quando vencer 15 de 18 provas parecia algo quase normal. Não é brinquedo, é memória materializada em peças.” – opinião do editor
Mais do que um objeto de montagem, o conjunto traduz uma tendência recorrente no esporte global, a monetização do passado como forma de sustentar relevância no presente. No caso de Schumacher, o apelo permanece intacto, duas décadas depois, transformando memória esportiva em produto premium com demanda previsível e emocionalmente estável.