O episódio que envolve a cafeteria Havana, em Joinville, continua a gerar debates acalorados. O vídeo publicado por Padre Fábio de Melo, relatando um suposto mau atendimento, repercutiu nacionalmente e culminou na demissão do gerente Jair José Aguiar. O religioso afirmou que o preço do doce de leite cobrado no caixa era superior ao anunciado na prateleira, e que o gerente foi arrogante ao lidar com o questionamento.
Pontos Principais:
De outro lado, Jair nega qualquer contato direto com o padre e diz que a situação se limitou a um integrante da equipe do religioso. Segundo o gerente, a confusão começou porque os produtos estavam mal precificados, sem a devida especificação na prateleira. Ele relatou que a repercussão negativa do vídeo o expôs a olhares maldosos, julgamentos precipitados e, por fim, à perda de seu emprego.
A postura da Cafeteria Havana gerou indignação no Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sitratuh), que acusa a empresa de não investigar os fatos adequadamente. Segundo o sindicato, a demissão foi uma reação para proteger a imagem do estabelecimento diante da viralização do vídeo.
A nota divulgada pelo Sitratuh considera a dispensa abusiva e discriminatória, violando princípios constitucionais e a Lei 9.029/1995. Para a entidade, a situação representa um caso clássico de cancelamento virtual, onde o trabalhador foi transformado em alvo de críticas e julgamentos sem direito a defesa.
A vida do ex-gerente virou de cabeça para baixo. Ele relata que até poucos dias antes era apenas um trabalhador comum, mas a exposição mudou tudo. Mesmo sem ter sido nomeado diretamente, Jair afirma que as pessoas rapidamente souberam que ele era o gerente citado, o que intensificou os ataques.
Enquanto isso, a Cafeteria Havana permanece em silêncio. Não respondeu aos pedidos de entrevista e ainda não comentou oficialmente as acusações do sindicato. Essa ausência de posicionamento reforça o clima de incerteza em torno do caso e alimenta a discussão sobre a responsabilidade das empresas diante da repercussão em redes sociais.
A mobilização do Sitratuh inclui medidas para reparar os danos sofridos pelo trabalhador, embora o sindicato não tenha detalhado que ações estão sendo tomadas. A entidade reitera que acompanha de perto a situação e não vai permitir que práticas discriminatórias passem impunes, destacando a importância de proteger a dignidade de todos os trabalhadores envolvidos.