Em Maoming, província de Guangdong, na China, moradores foram surpreendidos por um clarão súbito na noite do dia 28 de maio. A atmosfera se iluminou como se fosse dia, quando um meteoro “bola de fogo” atravessou o céu, gerando um espetáculo impressionante que chamou a atenção de toda a população.
Pontos Principais:
O fenômeno foi registrado por diversas câmeras de segurança, que captaram o momento em que a “bola de fogo” cortava o céu com um rastro que variava de amarelo-alaranjado a verde-azulado. Esse evento, considerado raro, assustou moradores e animais, que se dispersaram imediatamente em meio à claridade repentina.
Segundo Gou Lijun, especialista do Observatório Astronômico Nacional da Academia Chinesa de Ciências, o meteoro que causou o clarão em Maoming tinha características de um “bola de fogo”. Trata-se de um meteoroide de cerca de um metro de diâmetro, que ao entrar na atmosfera, atinge temperaturas de milhares de graus Celsius e produz um brilho excepcional.
A intensidade do clarão provocou uma comoção momentânea, mas as autoridades locais agiram rapidamente para garantir a segurança da população. O Departamento de Gestão de Emergências de Maoming realizou inspeções durante a madrugada, assegurando que não houve danos estruturais ou feridos.
Apesar do susto e da magnitude do evento, nenhum fragmento ou impacto de meteorito foi encontrado até agora. As estimativas indicam que a energia liberada pelo meteoro foi equivalente a até 2.000 toneladas de TNT, o que ilustra a força do fenômeno, mas também seu potencial de destruição caso tivesse chegado ao solo.
O trajeto do meteoro foi de nordeste para sudoeste, e acredita-se que ele tenha se desintegrado totalmente ou caído no Mar da China Meridional, sem causar danos. As autoridades seguem em alerta, mas reforçam que o fenômeno não deve se repetir nos próximos dias.
O caso remete a eventos semelhantes já registrados na China, como o meteoro do Planalto Qinghai-Tibete em 2020, que também provocou temor e curiosidade entre a população. Enquanto isso, instituições astronômicas continuam monitorando o espaço em busca de novas ocorrências.