Juliana Prado de Oliveira Pereira, de 27 anos, era natural de Pouso Alegre (MG) e morreu na manhã deste domingo (15) após a queda de um balão em Capela do Alto (SP). O passeio, que tinha como objetivo comemorar o Dia dos Namorados, terminou em tragédia. O marido dela, Leandro de Aquino Pereira, sobreviveu ao acidente, mas está entre os 11 feridos levados a hospitais da região.
Pontos Principais:
Segundo familiares de Leandro, o casal era recém-casado e tinha grande expectativa com a experiência. A tia dele, Jéssica Aquino, relatou que o tempo estava instável, com muito vento, e criticou o fato de o balão ter decolado mesmo assim, transportando mais de 30 pessoas. A avó do marido, abalada, desabafou que Juliana era muito amada e que a perda foi absurda diante das circunstâncias.
A queda aconteceu em uma área rural do bairro Distrito do Porto, nas proximidades da estrada municipal Vereador Geraldo Portela. Testemunhas relataram que o balão voava muito baixo pouco antes do impacto. Imagens mostram o equipamento em altitude instável antes da queda. Entre os feridos, há relatos de traumas diversos, mas sem risco imediato de morte.
O piloto do balão foi preso em flagrante pela Polícia Civil. De acordo com as autoridades, ele não possuía autorização para operar voos comerciais e estava com documentação irregular. A tipificação do crime foi de homicídio culposo agravado e atividade irregular de balonismo, o que pode implicar em pena severa diante da negligência comprovada.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atuaram no resgate das vítimas. As equipes de emergência precisaram fazer a triagem no local para organizar o transporte dos feridos até o pronto-socorro de Capela do Alto e o hospital de referência em Sorocaba. A área foi isolada e a aeronave apreendida para perícia técnica.
Até o momento, os responsáveis pela empresa operadora do balão não se pronunciaram. O g1 informou que tenta contato com os proprietários, mas ainda sem retorno. O caso agora será investigado pela Polícia Civil de Sorocaba, que também busca apurar o histórico de operações da empresa envolvida.
O acidente expõe um alerta sobre a fiscalização da atividade de balonismo no Brasil, especialmente em datas comemorativas, quando cresce a procura por voos turísticos. O excesso de passageiros, somado às condições climáticas adversas, reforça os questionamentos sobre segurança e responsabilidade legal nesse tipo de atividade.
Fonte: G1.