O sul do Alasca foi abalado nesta quarta-feira por um terremoto de magnitude 7,3, registrado às 17h37 no horário de Brasília (12h37 local). O tremor ocorreu próximo à Ilha Popof, onde está localizada a comunidade de Sand Point, habitada por cerca de 580 pessoas. Com profundidade de aproximadamente 36 quilômetros, o abalo foi forte o suficiente para desencadear um alerta de tsunami, segundo o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos EUA.
Em resposta imediata, autoridades emitiram ordens de evacuação em diversas cidades da região costeira. Em Kodiak, cidade com mais de 5 mil moradores, a orientação foi para que toda a população deixasse as áreas próximas ao mar. Em Unalaska, com 4.100 residentes, a recomendação foi para que as pessoas se deslocassem para locais ao menos 15 metros acima do nível do mar e a mais de 1,6 km da costa. Já em King Cove, cerca de 870 habitantes também foram orientados a evacuar imediatamente.
Apesar da magnitude elevada do terremoto, até uma hora após o tremor não havia relatos de danos estruturais ou vítimas. A Divisão de Gerenciamento de Emergências do Alasca manteve o monitoramento ativo e destacou que, embora abalos anteriores não tenham causado ondas significativas, a possibilidade de um tsunami real exige medidas preventivas rigorosas.
Jeremy Zidek, porta-voz da Defesa Civil do estado, explicou que os protocolos foram seguidos à risca. “Estamos garantindo que as comunidades sejam notificadas a tempo para ativar suas rotas de evacuação”, afirmou. O alerta, segundo ele, é sempre tratado com seriedade, mesmo em cenários sem impactos anteriores.
No estado de Washington, também na costa oeste dos Estados Unidos, as autoridades chegaram a considerar riscos potenciais. Após a leitura de dados de boias de monitoramento marítimo, o Departamento de Gerenciamento de Emergências descartou qualquer perigo para sua costa, assegurando que os sensores não indicavam ameaça de tsunami naquela região.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA reforçou os riscos associados a tsunamis em áreas afetadas. As advertências envolvem ondas fortes e incomuns, que podem causar inundações rápidas e comprometer estruturas em terra e na água. Correntes imprevisíveis e detritos flutuantes também representam risco direto à vida e ao patrimônio.
O episódio reacende discussões sobre a vulnerabilidade das regiões costeiras do Alasca, uma área geologicamente ativa, atravessada por falhas tectônicas importantes. O histórico da região inclui tremores destrutivos e eventos sísmicos de grande escala, como o megaterremoto de 1964. Embora o impacto físico do evento desta quarta-feira ainda seja avaliado, a resposta das autoridades é exemplo de prontidão frente à imprevisibilidade da natureza.
Fonte: Metropoles e iG.