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Construído em 1954 para levar 43 passageiros pelas estradas americanas, raro ônibus feito em alumínio GMC Scenicruiser da Greyhound sobreviveu por 72 anos, ganhou motor V8 diesel de 9,3 litros e agora vai a leilão em Las Vegas

GMC PD-4501 Scenicruiser 1954 da Greyhound, com chassi número 001, carroceria de alumínio, 43 lugares e motor Detroit Diesel V8 9,3 litros, será leiloado em novembro de 2026 nos Estados Unidos.

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Construído em 1954 para levar 43 passageiros pelas estradas americanas, raro ônibus feito em alumínio GMC Scenicruiser da Greyhound sobreviveu por 72 anos, ganhou motor V8 diesel de 9,3 litros e agora vai a leilão em Las Vegas

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Um ônibus de 1954, que nasceu com dois motores diesel e passou a vida levando passageiros pelas estradas dos Estados Unidos, está prestes a ganhar um novo dono, mas não se trata de qualquer veículo antigo, pois o GMC PD-4501 Scenicruiser anunciado para leilão em Las Vegas carrega o chassi PD4501001, identificado como a primeira unidade de produção de um modelo que transformou a maneira como os americanos viajavam de ônibus.

Na década de 1950, quando atravessar os Estados Unidos por terra significava passar muitas horas olhando pela janela, a Greyhound colocou nas estradas um veículo que parecia ter vindo do futuro, com carroceria prateada, enormes áreas de vidro e uma elevação no teto que permitia aos passageiros viajar acima da altura dos automóveis.

Um ônibus de 1954 que ajudou a mudar as viagens nos Estados Unidos vai a leilão em Las Vegas. É o GMC Scenicruiser de chassi 001, identificado como a primeira unidade de produção.
Um ônibus de 1954 que ajudou a mudar as viagens nos Estados Unidos vai a leilão em Las Vegas. É o GMC Scenicruiser de chassi 001, identificado como a primeira unidade de produção.

O Scenicruiser tinha aproximadamente 12,2 metros de comprimento e acomodava 43 pessoas, sendo dez na parte dianteira mais baixa e 33 no salão elevado, uma disposição que dava aos ocupantes da parte traseira uma vista privilegiada da paisagem e ainda deixava espaço para grandes bagageiros sob o piso.

Apesar da aparência, ele não era um ônibus de dois andares completos, pois somente a parte traseira recebia o salão elevado, uma solução que permitia aproveitar melhor o espaço sem aumentar demais a altura do veículo e que lembrava os vagões panorâmicos usados nas ferrovias americanas.

A Greyhound também queria tornar as viagens longas menos cansativas, por isso o ônibus oferecia ar-condicionado, banheiro e suspensão pneumática, equipamentos que ajudavam a transformar horas de estrada em uma experiência mais agradável para os passageiros.

A Greyhound queria que viajar fosse mais do que passar horas na estrada. O Scenicruiser ganhou enormes janelas e um salão elevado para os passageiros aproveitarem a paisagem americana.
A Greyhound queria que viajar fosse mais do que passar horas na estrada. O Scenicruiser ganhou enormes janelas e um salão elevado para os passageiros aproveitarem a paisagem americana.

A carroceria tinha outro detalhe especial, pois era construída com estrutura monocoque de alumínio, na qual o próprio corpo do veículo ajudava a sustentar os esforços da viagem, enquanto o metal aparente nas laterais criava aquele brilho prateado que muita gente poderia confundir com cromado.

Os frisos horizontais, as grandes janelas e a pintura da Greyhound completavam um desenho que se tornou tão conhecido nos Estados Unidos que acabou influenciando ônibus de outros países, incluindo o Scania CMA utilizado pela Viação Cometa no Brasil.

A direção do GMC Scenicruiser ficava na parte dianteira mais baixa, com grandes janelas para enxergar a estrada, enquanto os passageiros viajavam atrás, em um salão elevado com vista panorâmica.
A direção do GMC Scenicruiser ficava na parte dianteira mais baixa, com grandes janelas para enxergar a estrada, enquanto os passageiros viajavam atrás, em um salão elevado com vista panorâmica.

Mas, por trás daquela aparência moderna, existia uma mecânica que deu trabalho aos engenheiros, pois os primeiros Scenicruiser saíram da fábrica com dois motores diesel de quatro cilindros trabalhando juntos para movimentar uma única transmissão manual de três marchas.

A solução procurava oferecer a força necessária para transportar dezenas de passageiros e suas bagagens, mas a complexidade do conjunto trouxe problemas de confiabilidade e tornou a manutenção mais difícil para uma empresa que precisava manter seus ônibus viajando continuamente.

A resposta chegou em outubro de 1961, quando começou um programa conduzido pela Marmon-Herrington para substituir os motores duplos por um único Detroit Diesel 8V-71, trabalho realizado ao longo de aproximadamente 11 meses e acompanhado pela instalação de uma transmissão manual Spicer de quatro marchas.

O novo motor era um V8 diesel de aproximadamente 9,3 litros e pertencia a uma família de propulsores de dois tempos, com um soprador responsável por levar ar aos cilindros e ajudar a expulsar os gases da combustão, permitindo que cada cilindro completasse seu ciclo a cada volta do virabrequim.

A transformação deu uma nova vida aos Scenicruiser, que continuaram trabalhando nas principais linhas da Greyhound por mais uma década, levando passageiros em uma época em que o ônibus ainda era uma das grandes formas de conhecer os Estados Unidos.

O GMC Scenicruiser levava 43 passageiros, dez na parte dianteira e 33 no salão elevado, com vista panorâmica, ar-condicionado, banheiro e suspensão a ar para enfrentar longas viagens.
O GMC Scenicruiser levava 43 passageiros, dez na parte dianteira e 33 no salão elevado, com vista panorâmica, ar-condicionado, banheiro e suspensão a ar para enfrentar longas viagens.

O exemplar que será leiloado utiliza justamente um Detroit Diesel 8V-71 associado ao câmbio manual de quatro marchas, embora a Mecum não tenha divulgado a potência e o torque específicos do motor instalado posteriormente nessa unidade.

A raridade do veículo também está nos números de produção, pois somente 1.001 Scenicruiser foram destinados à Greyhound, incluindo o protótipo posteriormente incorporado à série, e estimativas citadas pela imprensa especializada apontam que aproximadamente 200 exemplares sobreviveram em diferentes estados de conservação.

O salão elevado dava aos passageiros uma vista melhor da estrada e da paisagem, além de abrir espaço para grandes bagageiros abaixo, sem precisar construir um ônibus de dois andares.
O salão elevado dava aos passageiros uma vista melhor da estrada e da paisagem, além de abrir espaço para grandes bagageiros abaixo, sem precisar construir um ônibus de dois andares.

Parte desses ônibus perdeu a configuração de passageiros ao ser transformada para outros usos, enquanto o exemplar anunciado para Las Vegas mantém os 43 lugares, o salão elevado, a pintura branca e azul da Greyhound e o acabamento interno em dourado e preto.

O número do chassi acrescenta outra dimensão à história, pois o PD4501001 é identificado pela leiloeira como a primeira unidade de produção, um veículo que representa o início de uma série que deixou sua marca nas estradas americanas e inspirou projetos semelhantes em outras partes do mundo.

O chassi PD4501001 identifica a primeira unidade de produção do GMC Scenicruiser, um ônibus de 1954 que abriu uma série de 1.001 exemplares construídos para a Greyhound.
O chassi PD4501001 identifica a primeira unidade de produção do GMC Scenicruiser, um ônibus de 1954 que abriu uma série de 1.001 exemplares construídos para a Greyhound.

A venda está marcada para 14 de novembro de 2026, em Las Vegas, nos Estados Unidos, e a Mecum não divulgou uma estimativa de preço para o lote, deixando em aberto quanto os colecionadores estarão dispostos a pagar por um ônibus que nasceu para transportar pessoas e agora carrega a história de uma geração inteira de viagens rodoviárias.

Com informações do Wikipedia e R7.

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