A reunião entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu ocorre em um momento crítico, com as tensões no Oriente Médio em alta. A expectativa é de que o encontro possa resultar em uma trégua em Gaza, após 21 meses de intensos combates. O objetivo de Trump é garantir um cessar-fogo temporário, com a promessa de que ambos os lados, Israel e Hamas, sentem-se pressionados a aceitar uma pausa nas hostilidades.
No entanto, a realidade do conflito em Gaza é complexa. Enquanto Netanyahu continua firme na posição de destruir o Hamas, o grupo terrorista exige garantias de um fim definitivo da guerra, algo que pode ser difícil de alcançar. Já houve tentativas de trégua, mas essas nunca resultaram em uma paz duradoura, e a violência continua, com milhares de vítimas e reféns.
Além disso, Netanyahu e Trump também abordarão as negociações com o Irã, um tema que divide as lideranças israelenses. O programa nuclear iraniano tem sido uma preocupação constante, e os ataques realizados por Israel e Estados Unidos em junho ainda estão no centro das discussões. Trump busca um novo acordo com Teerã, mas Netanyahu, com sua desconfiança histórica, resiste a qualquer concessão.
A possibilidade de um acordo de paz mais amplo, envolvendo não apenas Gaza, mas também uma normalização das relações de Israel com países árabes, está em jogo. Para Netanyahu, um avanço nesse sentido poderia ser uma grande vitória diplomática, principalmente com países como a Arábia Saudita. Mas a premissa para esse avanço é que a guerra em Gaza chegue ao fim.
Trump, por outro lado, pode ter um papel crucial em fornecer os incentivos necessários para que uma trégua seja possível, inclusive vinculando a paz à reorganização diplomática no Oriente Médio. No entanto, as dificuldades são grandes, e qualquer concessão pode ser vista como uma derrota política tanto para Netanyahu quanto para Trump.
A relação de ambos com os aliados internacionais, especialmente os árabes, também será discutida. A Arábia Saudita, em particular, exige compromissos concretos, como um pacto de defesa com os Estados Unidos e um programa nuclear civil, para considerar qualquer tipo de normalização com Israel.
As negociações com o Irã continuam sendo um dos maiores desafios. Após os recentes ataques conjuntos a instalações nucleares iranianas, a possibilidade de um novo acordo se torna ainda mais delicada. O objetivo de Trump de alcançar uma solução duradoura será testado pelas divisões internas e pelos interesses conflitantes que dominam a política internacional.
Fonte: Diariodepernambuco, G1 e Estadao.