A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 7 de julho de 2025, a proibição de todos os lotes do azeite extravirgem da marca Vale dos Vinhedos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi tomada após a detecção de irregularidades que comprometem a segurança alimentar. A principal falha foi a acidez do produto, que excede os limites permitidos para azeites classificados como extravirgem, colocando em risco a qualidade e saúde dos consumidores.
Além disso, a análise do produto revelou que o azeite não possuía registro válido junto à Anvisa e apresentava falhas na rotulagem. A falta de rastreabilidade e transparência nas informações do produto intensificou a gravidade da situação, levando à decisão de sua retirada do mercado. Essa medida foi considerada preventiva para garantir a qualidade do produto consumido pelos brasileiros.
A ação visa não apenas proteger os consumidores, mas também assegurar que todos os produtos alimentícios comercializados no país atendam às normas estabelecidas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. A acidez elevada no azeite pode interferir na saúde a longo prazo, afetando o sistema digestivo de quem o consome.
A Anvisa orientou que os estabelecimentos comerciais interrompam imediatamente a venda do azeite Vale dos Vinhedos e recolham os lotes em circulação. Caso a medida não seja cumprida, as empresas estarão sujeitas a penalidades previstas pela legislação sanitária brasileira. O não cumprimento da ordem pode resultar em ações administrativas e legais severas.
Para os consumidores que já adquiriram o produto, a recomendação é que não o utilizem e procurem os pontos de venda para obter orientações sobre a devolução. A Anvisa ainda reforça que, em caso de dúvidas ou para denúncias, os canais de atendimento da agência estão disponíveis.
O incidente chama atenção para a importância de fiscalizações rigorosas nos produtos alimentícios e a necessidade de uma maior conscientização sobre os riscos de consumir produtos fora dos padrões de segurança. Esse tipo de medida preventiva contribui para fortalecer os mecanismos de controle e evitar que outros produtos irregulares cheguem às prateleiras dos supermercados.