A tempestade financeira de 2025 nas bolsas mundiais tem nome e sobrenome: “As Sete Magníficas”. Formadas por Nvidia, Amazon, Apple, Google, Meta, Tesla e Microsoft, essas gigantes viram US$ 3,7 trilhões evaporarem em poucos meses, num derretimento sem precedentes desde os tempos da bolha pontocom.
Pontos Principais:
A maior vilã do enredo foi a combinação de dois fatores: a guerra tarifária reiniciada por Donald Trump e o impacto repentino da Deep Seek, uma startup chinesa que revolucionou a inteligência artificial generativa com menos custo e mais eficiência. A resposta dos mercados foi rápida: vendas em massa e desvalorização.
A Tesla foi quem mais sofreu. A fabricante de carros elétricos comandada por Elon Musk perdeu 41% de seu valor de mercado e deixou o seleto clube das trilionárias. Além disso, a notícia de que Musk assumiria um cargo no governo americano contribuiu para a percepção de abandono da empresa.
Na Nvidia, o impacto foi devastador. A empresa perdeu mais de US$ 866 bilhões em valor após Trump barrar a exportação de chips de IA para a China. Essa medida atingiu diretamente os planos de expansão da marca, que estimava prejuízos bilionários no curto prazo.
Outras gigantes como Apple, Amazon e Alphabet também amargaram perdas superiores a 20%, afetadas pelo aumento das tarifas de importação e pela dificuldade de ajustar suas cadeias produtivas, ainda muito dependentes da Ásia.
A Microsoft e a Meta foram menos atingidas. Com quedas abaixo de 15%, as empresas ainda assim sentem o efeito dominó da incerteza global. Analistas apontam que o menor crescimento anterior ajudou a limitar as perdas, tornando suas ações menos vulneráveis à realização de lucros.
Enquanto isso, analistas divergem sobre o futuro. Alguns veem uma oportunidade de recompra em baixa. Outros temem que a China, com sua nova IA, esteja pronta para redefinir a liderança global no setor, colocando em xeque o domínio norte-americano.