Em meio à preparação para a visita oficial do presidente Lula à China, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, adiantou os compromissos estratégicos do Brasil ao visitar a sede da Huawei neste domingo. O objetivo da reunião foi claro: alinhar o país às tecnologias mais avançadas de armazenamento de energia e reforçar o papel das baterias como ferramentas centrais na modernização do sistema elétrico nacional.
Pontos Principais:
Durante o encontro, Silveira destacou o primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para ocorrer ainda em 2025. O projeto representa um marco regulatório e operacional que visa viabilizar a adoção em larga escala de sistemas de armazenamento de energia no país. Com isso, espera-se garantir mais flexibilidade e confiabilidade em momentos de alta demanda ou mudanças climáticas bruscas.
A comitiva foi recebida por líderes da multinacional chinesa, incluindo Wang Jianfeng, presidente global de Assuntos Públicos da Huawei, Han Shuo, responsável pelo setor de Petróleo e Gás da Huawei Enterprise BG, e Jacky Gao, CEO da Huawei Brasil. A reunião evidenciou o interesse mútuo em fortalecer colaborações tecnológicas e comerciais entre os dois países no setor de energia.
A empresa apresentou suas soluções em sistemas de armazenamento de energia por baterias, conhecidos como BESS, além de carregadores ultrarrápidos para veículos elétricos e tecnologias fotovoltaicas inteligentes. Esses sistemas, segundo Silveira, são fundamentais para consolidar um modelo energético mais moderno e sustentável, com menor vulnerabilidade a oscilações de geração.
O avanço da digitalização e da eletromobilidade no Brasil depende da integração de tecnologias que hoje são lideradas por empresas como a Huawei. O ministro ressaltou que o país não pode ser apenas consumidor, mas também protagonista no desenvolvimento de soluções aplicáveis ao seu contexto geográfico e econômico.
A agenda de Silveira na China tem como pano de fundo o fortalecimento de alianças que sustentem a transição energética global, com o Brasil em posição de destaque. Ao priorizar o armazenamento de energia, o governo sinaliza que a resiliência do sistema elétrico vai além da geração e exige capacidade de resposta rápida e inteligente.
Com o anúncio do leilão e a aproximação com a Huawei, o Brasil dá um passo em direção a uma matriz elétrica mais segura e flexível. A parceria internacional, neste caso, é vista como vetor de inovação e um instrumento para garantir que o país acompanhe as transformações do setor energético global com autonomia e competência.
Fonte: Gov.