A Mina Cuiabá é uma verdadeira obra de engenharia e inovação, sendo um dos principais centros de extração de ouro do Brasil. Com uma produção impressionante e um complexo sistema de operação e segurança, a mina é um exemplo do que há de mais moderno na mineração subterrânea. Seu impacto econômico e a contribuição para o setor de mineração no Brasil são indiscutíveis, garantindo sua relevância por muitos anos no futuro.
Pontos Principais:
A Mina Cuiabá, operada pela AngloGold Ashanti, está situada em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Com 1.600 metros de profundidade, é o ponto mais profundo do Brasil, superando até o famoso Burj Khalifa em altura. A mina faz parte de um complexo de galerias subterrâneas que se estende por 330 km. Esse ambiente subterrâneo, acessado por um sistema de elevadores e veículos especializados, é um exemplo impressionante de engenharia e tecnologia aplicada à mineração.
A estrutura da mina é organizada de forma a garantir a máxima eficiência e segurança. Com 444 roteadores de internet espalhados pela mina, os trabalhadores permanecem conectados, mesmo a grandes profundidades. Além disso, a mina conta com ventiladores que controlam a temperatura, que não ultrapassa os 24°C. Esse controle climático é essencial para a segurança e o bem-estar dos funcionários.
A extração de ouro na Mina Cuiabá é um processo complexo e caro. Para produzir apenas 6 gramas de ouro, é necessário explodir cerca de uma tonelada de rochas. Além disso, o custo de operação para avançar um metro dentro da mina é de aproximadamente R$ 29 mil. Para alcançar novos níveis, a mina avança 1.300 metros de galeria por mês, utilizando maquinário pesado e pessoal altamente qualificado.
O processo de extração é altamente mecanizado, com o uso de equipamentos de última geração, incluindo uma carregadeira elétrica de 20 toneladas, que funciona à bateria. A mina também utiliza drones para realizar tarefas mais delicadas, como a inspeção de áreas de risco. Além disso, cerca de 1.000 funcionários trabalham na mina diariamente, com um número variável de trabalhadores por turno, sendo monitorados por um sistema de GPS.
A segurança na Mina Cuiabá é uma prioridade. Para garantir a integridade dos trabalhadores, são realizados treinamentos de segurança de última geração, utilizando realidade virtual para simular situações de risco e preparar os funcionários para possíveis emergências. Além disso, a mina emprega uma série de tecnologias para monitoramento da localização dos trabalhadores e a manutenção de um ambiente seguro. Cada trabalhador carrega um dispositivo de rastreamento, o que permite aos supervisores saber exatamente onde estão todos os envolvidos nas operações.
Para melhorar a segurança, a AngloGold Ashanti também investiu em uma infraestrutura robusta, com câmaras de refúgio e equipamentos de proteção individual (EPIs) que incluem máscaras de oxigênio. A tecnologia está presente não apenas no treinamento e monitoramento, mas também no uso de sistemas avançados de ventilação e resfriamento para manter a atmosfera dentro da mina controlada, minimizando os riscos para os trabalhadores.
A Mina Cuiabá, juntamente com a Mina Lamego, é responsável por mais de 70% da produção de ouro da AngloGold Ashanti no Brasil. Em 2024, a mina produziu 271 mil onças de ouro, representando uma parte significativa da produção nacional de ouro, que alcançou 351 mil onças. A produção anual varia entre 8 a 10 toneladas de ouro, com uma estimativa de vida útil até 2050, dependendo da viabilidade econômica da extração.
O ouro extraído da Mina Cuiabá é fundamental para a economia local e nacional, movimentando bilhões de reais anualmente. O material extraído é processado em uma planta localizada em Nova Lima, onde o ouro passa por um processo de fundição, resultando em barras de ouro de 99,99% de pureza. Parte dessa produção é destinada a grandes joalherias, como a Vivara, que compra diretamente da mina.