O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que comprará um carro elétrico da Tesla como forma de demonstrar apoio ao empresário Elon Musk. A declaração ocorre em meio à queda expressiva das ações da montadora e aos protestos contra seu fundador.
Pontos Principais:
Nos últimos dias, a Tesla registrou uma queda de 15% no valor de suas ações, refletindo a reação do mercado às mudanças na empresa e ao alinhamento político de Musk com o governo Trump. Além disso, manifestações contra a montadora ocorreram em diferentes cidades, com relatos de ataques a concessionárias e veículos.
O apoio público de Trump a Musk inclui elogios ao empresário e à sua atuação no governo. Musk lidera o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), iniciativa da administração Trump para reduzir gastos federais. Em resposta ao anúncio do presidente, Musk agradeceu publicamente.
As ações da Tesla registraram sua maior queda diária em quatro anos, perdendo 15% de valor em um único dia. A redução foi impulsionada por revisões nas projeções de entrega da montadora, feitas por analistas do mercado financeiro.
Desde o início de 2025, o valor das ações da Tesla acumula queda de 45%, eliminando os ganhos obtidos desde a eleição de Trump. Além da reação do mercado, a empresa enfrenta desafios em alguns de seus principais mercados, como a Alemanha, onde as vendas caíram 70% nos primeiros meses do ano.
O envolvimento de Musk em temas políticos também tem sido apontado como um fator para a reação negativa do mercado. O apoio do empresário ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD) antes das eleições no país europeu gerou repercussão e pode ter influenciado a queda nas vendas da Tesla na região.
Manifestações contra a Tesla ocorreram em diversas cidades dos Estados Unidos e da Europa, refletindo a insatisfação de parte da população com as ações de Elon Musk.
Nos Estados Unidos, cerca de 350 manifestantes protestaram em frente a uma concessionária da Tesla em Portland, Oregon. Em Nova York, uma manifestação semelhante resultou na prisão de nove pessoas. Além disso, ocorreram atos de vandalismo contra concessionárias, estações de recarga e veículos da Tesla.
Na França, protestos também foram registrados, ampliando a pressão sobre a empresa. A associação de Musk com políticas governamentais e sua postura em debates políticos internacionais foram apontadas como razões para o aumento da rejeição à marca.
Trump reforçou seu apoio a Musk por meio de publicações na rede social Truth Social, onde afirmou que o empresário está realizando um trabalho essencial para o país. O presidente criticou aqueles que chamam a Tesla de alvo de boicote e declarou que Musk não deveria ser punido por seu envolvimento com o governo.
Musk, que investiu milhões na campanha de reeleição de Trump, lidera atualmente o Departamento de Eficiência Governamental, criado para revisar os gastos públicos. Essa atuação gerou repercussão e críticas, especialmente entre opositores do governo.
A relação entre os dois se fortaleceu desde a eleição presidencial, com Trump frequentemente elogiando Musk em eventos públicos. Em resposta ao anúncio do presidente sobre a compra do carro da Tesla, Musk publicou um agradecimento.
O cenário econômico da Tesla continua incerto, com analistas revisando previsões e investidores avaliando o impacto das recentes mudanças na empresa.
O corte de projeções de entrega e as turbulências políticas associadas a Musk geram dúvidas sobre o futuro da empresa. Além da queda no preço das ações, a empresa precisa lidar com desafios como a desaceleração do mercado de veículos elétricos e o aumento da concorrência no setor.
A Tesla ainda mantém uma posição de destaque na indústria automobilística, mas as tensões políticas e as oscilações do mercado podem influenciar o desempenho da empresa nos próximos meses. A postura de Musk e seu envolvimento com temas políticos seguem como fatores de risco para a marca.