O Volkswagen Taos entra em uma nova fase com a chegada da linha 2026, marcada por mudanças discretas, mas relevantes, que já aparecem em documentos oficiais do Inmetro. A principal alteração está na transmissão: o antigo câmbio automático de seis marchas dá lugar a um novo conjunto com oito velocidades, antecipando exigências de emissões e preparando o terreno para uma transição mais ampla no modelo.
Pontos Principais:
A produção atual na Argentina será encerrada em julho, conforme previsto por fontes do setor. A partir daí, o Taos continuará sendo oferecido por um tempo com o visual atual, mas já com o novo câmbio. A expectativa é que, ainda em 2025, cheguem ao Brasil as primeiras unidades reestilizadas, importadas do México, consolidando a migração industrial e comercial do modelo para uma nova origem.
Enquanto a montadora não anuncia oficialmente essas mudanças, dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular revelam não só o novo câmbio, mas também a permanência do motor 1.4 TSI, que continua como a única opção mecânica para o SUV. O Taos seguirá com as versões Comfortline e Highline, mantendo a estrutura comercial adotada desde o lançamento.
Com o encerramento da produção na planta argentina, o Taos deixará de ser fabricado no Mercosul após julho. A decisão afeta diretamente o fornecimento para o mercado brasileiro, que deverá receber um lote de transição com o modelo ainda na configuração visual atual, mas já com a transmissão de oito marchas. Essa fase intermediária deve ser curta, pois a Volkswagen tem como objetivo iniciar as importações mexicanas até o fim do ano.
A mudança de origem acompanha um reposicionamento estratégico da marca para atender aos limites de emissões mais rígidos que passam a valer no país. A planta mexicana, já responsável por atender o mercado norte-americano, será a base para o fornecimento do Taos ao Brasil com novo visual e possíveis ajustes adicionais, ainda não detalhados publicamente.
Com essa movimentação, a Volkswagen também otimiza sua logística internacional e se alinha às tendências de centralização de produção em polos mais eficientes. A importação do México permite acesso mais rápido a atualizações de projeto, além de manter a competitividade frente a SUVs médios com renovação mais agressiva.
Apesar da troca de câmbio, o Taos 2026 mantém o motor 1.4 TSI flex, que entrega até 150 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque com etanol. Esse conjunto já é conhecido e permanece inalterado, evidenciando que a grande mudança está mesmo na transmissão. A nova caixa automática de oito marchas substitui o sistema de seis velocidades utilizado desde o lançamento, com promessa de trocas mais suaves e melhor aproveitamento de torque em rotações mais baixas.
A decisão de não adotar o novo motor 1.5 turbo, já disponível no modelo norte-americano, reforça a estratégia de contenção de custos e preservação da estrutura técnica conhecida no mercado nacional. A ausência dessa motorização mais moderna não impede, no entanto, que o modelo atenda às novas normas de emissões, justamente graças à atualização no câmbio.
Essa mudança também facilita a padronização da transmissão com outros modelos da marca que utilizam a mesma arquitetura, reduzindo custos de produção e manutenção. Mesmo sem um ganho expressivo em desempenho, a nova transmissão posiciona o Taos dentro dos padrões técnicos esperados para sua faixa de mercado.
A tabela atualizada do Inmetro revela os dados oficiais de consumo para o Taos 2026 nas duas versões disponíveis. Os números indicam estabilidade nos índices com etanol, e uma leve melhora na eficiência rodoviária quando abastecido com gasolina. Isso sugere que a mudança no câmbio tem impacto pontual no consumo em situações específicas de uso, especialmente fora do ambiente urbano.
A comparação com os dados da versão anterior revela que a única diferença mensurável está no desempenho com gasolina em rodovias, com ganho de 0,2 km/l. No restante, os índices são idênticos, mostrando que a atualização mecânica foi orientada mais por fatores regulatórios do que por ganhos imediatos de eficiência.
Esses dados colocam o Taos 2026 em linha com a média de consumo dos SUVs médios comercializados no Brasil, mantendo a competitividade do modelo em um mercado cada vez mais exigente em relação à eficiência energética.
Com a chegada das novas unidades e a substituição gradual do modelo atual, o Taos assume um papel de transição dentro da linha de SUVs da Volkswagen. A montadora prepara também o novo Tiguan R-Line 2026, que ampliará a oferta em faixas mais altas de preço, enquanto o Taos segue como opção intermediária, voltado a consumidores que priorizam equilíbrio entre espaço, desempenho e consumo.
A manutenção das versões Comfortline e Highline sugere que a marca não pretende ampliar a gama no curto prazo, apostando em um catálogo mais enxuto e fácil de gerenciar. Esse formato favorece a padronização do pós-venda e das ações comerciais, além de simplificar a comunicação com o público.
Mesmo sem mudanças visuais imediatas, o modelo com o novo câmbio servirá como uma preparação para a próxima geração visual do Taos, que já circula camuflada em testes e deve chegar ao Brasil após a consolidação da produção no México. Até lá, o foco da marca será manter a relevância do SUV com ajustes pontuais e maior previsibilidade mecânica.