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O que é Maio Laranja? Campanha alerta para abuso sexual virtual de crianças com foco em emojis

Enquanto crianças navegam nas redes em busca de diversão, abusadores virtuais se aproximam disfarçados em emojis. A campanha Maio Laranja expõe como esses símbolos ganham novos significados nas

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A campanha Maio Laranja, voltada à conscientização sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, ganhou destaque neste mês ao evidenciar os perigos crescentes no ambiente virtual. A internet, ainda que amplie o acesso à informação e à interação social, também se tornou um território arriscado para os mais vulneráveis.

Entre os principais alertas, especialistas apontam para o uso de emojis como uma forma de disfarçar conversas de cunho sexual. Ícones aparentemente inofensivos como a uva, a berinjela, o pêssego e até a imagem de um gato são utilizados com sentidos alternativos por criminosos. Essa linguagem cifrada permite que abordagens de aliciamento ocorram sem despertar a atenção de responsáveis ou algoritmos de segurança.

Especialistas defendem prevenção com diálogo, repetição e acolhimento. Projeto de lei quer criminalizar estupro virtual, mesmo sem contato físico com a vítima – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo a delegada Lisandrea Zonzini Colabuono, de São Paulo, os abusadores iniciam as conversas de forma amistosa, ganhando a confiança da vítima. Posteriormente, passam a chantagear e exigir conteúdos íntimos, transformando a interação em um ciclo de violência psicológica e sexual. Algumas situações chegam a extremos de automutilação em ambientes como lives fechadas em plataformas como o Discord.

Para a especialista Kennya Gralha, autora de um livro sobre proteção infantil, a prevenção começa em casa. O vínculo de confiança com os adultos é essencial, e qualquer manifestação de dúvida ou julgamento por parte de quem escuta pode fazer a criança se fechar completamente. Com crianças autistas, os cuidados precisam ser ainda mais específicos, com uso de elementos visuais e linguagem acessível.

Nesse contexto, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe incluir no Código Penal o crime de estupro virtual de vulnerável. A proposta define que, mesmo sem contato físico, a realização de atos libidinosos por meios virtuais pode configurar crime, o que representa um avanço na legislação frente às novas formas de abuso.

A campanha reforça que o combate à violência sexual não pode se limitar ao mundo físico. O mundo digital exige novas ferramentas de proteção, escuta ativa, educação e legislação atualizada. O desafio é constante e passa por todos os setores da sociedade.

Fonte: Agenciabrasil.

Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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