A Ford já tem um SUV de sete lugares rodando em testes no Brasil que reúne 367 cv de potência, três motores trabalhando juntos e a possibilidade de percorrer até 110 km sem gastar gasolina, mas o Equator PHEV ainda guarda uma dúvida importante para quem acompanha os próximos lançamentos da marca, pois sua venda no país não foi confirmada.
O carro nasceu na China, onde é produzido pela JMC-Ford, parceria entre a fabricante americana e a Jiangling Motors Corporation, e agora começou a enfrentar as condições brasileiras como parte dos estudos da Ford para ampliar sua linha de veículos desenvolvidos no mercado chinês.

Quem conhece o Territory vendido nas concessionárias brasileiras pode imaginar que o Equator seja apenas uma versão diferente daquele SUV, principalmente porque o Territory é chamado de Equator Sport na China, mas os dois têm tamanhos e propostas diferentes, com o novo modelo oferecendo uma terceira fileira de bancos para levar até sete pessoas.
São 4,92 metros de comprimento e 2,865 metros de distância entre os eixos, medidas que permitem distribuir os passageiros em três fileiras, com dois bancos na frente, três na segunda e outros dois na parte traseira, uma configuração que interessa especialmente às famílias que precisam transportar mais pessoas sem recorrer a dois automóveis.
Debaixo do capô está uma das partes mais interessantes dessa história, pois o Equator PHEV vendido na China combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, formando um conjunto híbrido plug-in capaz de entregar 367 cv e 56,6 kgfm de torque na configuração apresentada naquele mercado.
A diferença para um híbrido convencional está na possibilidade de carregar a bateria em uma fonte externa de energia e sair dirigindo apenas com eletricidade, deixando o motor a gasolina disponível para trabalhar conforme a necessidade e o funcionamento do sistema híbrido.

Na China, a Ford anuncia até 110 km de autonomia elétrica e 1.205 km de alcance combinado, números medidos pelo ciclo chinês CLTC e que variam conforme a configuração, portanto não representam a autonomia homologada para as ruas e estradas brasileiras.
A experiência a bordo também mostra a direção escolhida pela Ford para seus SUVs chineses, com um painel dominado por duas telas de 12,3 polegadas, uma destinada aos instrumentos do motorista e outra responsável pela central multimídia, enquanto as três fileiras de bancos ocupam o restante do espaço interno.
O Equator é maior que o Territory e não está sendo preparado para simplesmente tomar seu lugar, já que a Ford estuda uma linha com modelos de diferentes tamanhos e tipos de motorização, incluindo também o Territory PHEV e outros veículos desenvolvidos na China.
Essa aproximação com a indústria chinesa faz parte de uma mudança importante na oferta de produtos da Ford, que passou a aproveitar projetos feitos em parceria com fabricantes locais para ampliar suas possibilidades em outros países, incluindo o Brasil.

Apesar dos testes, ainda existem perguntas sem resposta sobre o Equator PHEV, principalmente quais equipamentos seriam mantidos, como ficaria sua configuração mecânica e quando a fabricante poderia colocá-lo nas concessionárias brasileiras.
Por enquanto, os 367 cv, a autonomia elétrica de até 110 km e os equipamentos apresentados pertencem à configuração chinesa, sem confirmação de que todas essas características seriam repetidas em uma eventual versão nacional.
A Ford já colocou o Equator PHEV nas ruas brasileiras, mas ainda precisa decidir se o SUV fará parte de sua linha comercial, deixando uma pergunta para quem procura um automóvel familiar de grande porte, será que um híbrido de sete lugares com essa potência teria espaço na garagem dos brasileiros?
Com informações da Ford.


