As vendas de SUVs aceleraram na reta final de novembro e redesenharam as posições do segmento mais disputado do país. Os números registrados até o dia 27 mostram uma virada clara, com volume alto, modelos trocando posições e marcas pressionando rivais diretos em todas as faixas de preço.
Volkswagen domina o topo com folga. O Tera abriu vantagem com 8.735 unidades e o T-Cross manteve ritmo forte com 7.831 emplacamentos, reforçando o momento da marca no segmento que mais cresce. O Hyundai Creta, tradicional adversário, apareceu em terceiro com 7.130 vendas, mantendo a disputa entre os compactos aquecida.
Entre os médios, o Jeep Compass voltou a liderar a categoria com 5.158 unidades, enquanto o Nissan Kicks garantiu presença no top 5 com 5.018 emplacamentos. Logo abaixo, HR-V e Tracker se mantiveram estáveis, ambos acima da marca de quatro mil unidades, sinal de procura consistente.
O Fastback fechou o mês com 4.038 unidades e empurrou o Renegade para trás, agora com 3.718 vendas. O Tiggo 7 completou o top 10 com 3.695 unidades, confirmando o bom momento da marca no segmento.
Segundo a Fenabrave, o ranking completo revela movimentos importantes. O Song aparece com 3.095 unidades, Pulse com 2.908 e Nivus com 2.733. Entre os híbridos, o Haval H6 registrou 2.560 vendas, enquanto Duster e Commander tiveram desempenho moderado. O Corolla Cross anotou 1.244 unidades, praticamente empatado com o Basalt, e o WR-V já marca presença entre os 25 primeiros com 1.113 unidades.
Modelos menos volumosos também ajudaram a compor o cenário do mês, como Territory, Kardian, Eclipse Cross, 2008 e Jaecco 7. Nos SUVs de maior valor, o Tank 300, o XC60, o Macan e o Cayenne mantiveram volumes baixos, porém estáveis. No fim da lista, nomes como Jimny Sierra, Pajero, RAV4 e Tucson fecharam novembro em ritmo reduzido.
O avanço do Tera e a consistência do T-Cross mostram que a Volkswagen encontrou terreno sólido, enquanto Creta, Compass e Kicks seguem como pilares do segmento. A presença crescente de híbridos e elétricos também indica uma transição silenciosa que começa a ganhar corpo. Novembro termina com um recado claro do mercado, o jogo permanece aberto para dezembro e a disputa promete números ainda mais apertados.