O governo federal autorizou a abertura de mais de duas mil vagas em concursos públicos para diferentes órgãos da administração direta e indireta. A medida foi formalizada nesta terça-feira, por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União, e prevê o provimento de cargos em ministérios, autarquias, agências reguladoras, institutos federais e comandos das Forças Armadas.
Pontos Principais:
As vagas serão preenchidas por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, iniciativa que centraliza os certames de diversos órgãos públicos em um único processo seletivo. A expectativa é de que o edital seja publicado no mês que vem, com provas ainda neste segundo semestre. A nova etapa do CNU deve repetir o modelo da edição anterior, com provas aplicadas em todo o país e distribuição por blocos temáticos.
Entre as oportunidades autorizadas, há cargos de nível médio e superior, com salários iniciais variados conforme a função e o órgão de lotação. A autorização do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos indica a priorização de áreas estratégicas para o funcionamento do Estado, como regulação, saúde, tecnologia, defesa, educação, cultura e desenvolvimento social.
Destaque entre os órgãos contemplados, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderá contratar 300 novos Analistas do Seguro Social, todos de nível superior. O reforço na equipe atende à crescente demanda por atendimento presencial e à necessidade de acelerar a análise de benefícios e perícias. A Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) recebeu autorização para 21 vagas de Técnico de Assuntos Educacionais.
Nas agências reguladoras, o destaque vai para a Agência Nacional do Petróleo, que poderá preencher 66 cargos em áreas técnicas e especializadas. A Anatel foi autorizada a contratar 50 Técnicos em Regulação, e a Anac, 70 Técnicos em Regulação de Aviação Civil. Também foram contempladas a Ancine, ANM, ANS, Antaq, ANTT e Anvisa, cada uma com autorizações específicas para cargos técnicos.
Entre os ministérios, há vagas para arquitetos, engenheiros, contadores, estatísticos, assistentes sociais, psicólogos e médicos. No Ministério do Desenvolvimento Agrário, por exemplo, foram liberadas 60 vagas para engenheiros agrônomos. Já o Ministério do Turismo poderá contratar profissionais de diversas formações, incluindo contabilidade e estatística.
Os comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foram autorizados a realizar concursos para dezenas de cargos civis em áreas técnicas, de pesquisa e saúde. Somente o Comando da Marinha recebeu autorização para 140 vagas em funções como médico, enfermeiro, engenheiro e pesquisador. O Hospital das Forças Armadas, por sua vez, poderá contratar 130 profissionais para compor os quadros de especialistas e técnicos em atividades médico-hospitalares.
No Ministério da Gestão, as áreas de desenvolvimento socioeconômico e defesa da justiça concentram 500 das novas oportunidades, divididas entre dois cargos: Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico e Analista Técnico de Defesa e Justiça. Ambos exigem nível superior e estão entre os cargos mais estratégicos da estrutura federal.
Além disso, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) foi autorizado a contratar pesquisadores, tecnólogos e analistas em ciência e tecnologia, totalizando 50 novas vagas. A Fundacentro e o Iphan também figuram entre os órgãos com seleções previstas no CNU, cobrindo áreas como patrimônio histórico, segurança do trabalho e ciência aplicada.
Com a autorização oficializada, os órgãos e entidades passam a organizar os detalhes das vagas para inclusão no edital unificado. O Ministério da Gestão será responsável por coordenar as etapas do concurso, desde o lançamento do edital até a homologação dos resultados. A previsão é que o cronograma seja divulgado até o fim de julho.
O modelo unificado de seleção tem sido defendido por especialistas como forma de democratizar o acesso ao serviço público e reduzir os custos administrativos dos certames. Na primeira edição, realizada em 2024, o CNU registrou alta participação de candidatos em todas as regiões do país.
A nova edição deve seguir o mesmo formato, com divisão por blocos temáticos e provas aplicadas em um único dia. A alocação dos candidatos ocorrerá de acordo com as escolhas de áreas de atuação, perfil técnico e formação exigida para cada cargo. A distribuição das vagas autorizadas indica o esforço do governo para recompor quadros defasados e reforçar políticas públicas em áreas prioritárias.