O governo federal publicou o edital da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), que vai selecionar candidatos para cargos de níveis médio, técnico e superior. O certame unifica a seleção de diversos órgãos federais em um único processo seletivo, com 3.652 vagas e salários que variam entre R$ 4 mil e R$ 17 mil. As inscrições começam no dia 2 de julho e se encerram em 20 de julho, por meio do site da Fundação Getulio Vargas.
Pontos Principais:
Diferente da primeira edição, que dividiu as vagas em oito editais, o novo CNU concentra todas as informações em um único documento. Nele, os candidatos podem consultar blocos temáticos, distribuição das vagas, salários, critérios de avaliação e cronograma. A expectativa do governo é ampliar a transparência, a eficiência e a diversidade no serviço público federal.
O concurso também traz mudanças importantes na política de cotas e na promoção da equidade de gênero. Pela primeira vez, será aplicada uma regra que garante pelo menos 50% de participação feminina na segunda fase da seleção. As provas objetivas e discursivas estão marcadas, respectivamente, para os dias 5 de outubro e 7 de dezembro.
As vagas do CNU 2025 foram organizadas em nove blocos temáticos, agrupando os cargos por áreas com afinidade de atuação. Essa divisão tem o objetivo de tornar a escolha mais clara para os candidatos e facilitar a estrutura de provas com conteúdos específicos.
Ao se inscrever, o candidato deve escolher um único bloco temático, no qual concorrerá às vagas indicadas por preferência. A disputa se dá exclusivamente dentro do bloco escolhido. Isso evita pulverização de concorrência e permite que a seleção seja mais justa entre perfis profissionais semelhantes.
Essa estrutura visa atrair candidatos mais alinhados com as áreas de atuação exigidas, além de facilitar a análise curricular e a avaliação técnica nas etapas do concurso.
As inscrições estarão abertas entre os dias 2 e 20 de julho, sendo feitas exclusivamente pela internet. A taxa de participação é de R$ 70, com possibilidade de isenção até o dia 8 de julho para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados no Ministério da Saúde.
A primeira fase do concurso será composta por uma prova objetiva com questões de múltipla escolha. Para cargos de nível superior, o exame terá 90 perguntas; para os de nível intermediário, serão 68. A avaliação está marcada para o dia 5 de outubro, das 13h às 18h, em todo o país.
A segunda fase será composta por uma prova discursiva, aplicada somente aos classificados na etapa objetiva. Essa prova está prevista para o dia 7 de dezembro e terá formatos diferentes conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo.
Além das provas, haverá também envio de títulos, confirmação de cotas e procedimentos específicos para os candidatos que se declararem pessoas com deficiência, negros, indígenas e quilombolas. A divulgação da primeira lista de classificação está marcada para 30 de janeiro de 2026.
O CNU 2025 se destaca pelo reforço nas políticas de inclusão. Nesta edição, o governo federal reforçou a aplicação de cotas raciais e para pessoas com deficiência, além de reservar vagas específicas para indígenas e quilombolas.
A distribuição das cotas será feita da seguinte forma:
Caso o número de vagas não seja suficiente para aplicar diretamente as cotas, um sorteio já foi realizado pelo Ministério da Gestão para definir a reserva proporcional.
Uma das grandes novidades é a política de equidade de gênero. Caso menos de 50% dos classificados para a segunda fase sejam mulheres, o sistema fará o ajuste para garantir essa proporção. A regra, no entanto, vale apenas para a transição entre as fases e não interfere na classificação final.
O governo busca, com o CNU, tornar os concursos federais mais eficientes, acessíveis e modernos. A centralização das seleções em um único certame nacional reduz custos, amplia a concorrência qualificada e oferece mais transparência.
A política de paridade de gênero deve servir como marco para futuras seleções públicas, mesmo não sendo aplicada ao resultado final. Já as medidas afirmativas de cotas seguem em conformidade com as diretrizes constitucionais e legais vigentes.
Com mais de 3,6 mil vagas distribuídas por todo o país e salários que chegam a R$ 17 mil, o CNU 2025 atrai a atenção de profissionais de diversas áreas. A expectativa é de que o modelo se consolide como o novo padrão para concursos públicos federais no Brasil, com ampliação das oportunidades e maior diversidade entre os aprovados.
O cronograma segue ativo, com provas marcadas para outubro e dezembro. Os candidatos devem ficar atentos às atualizações no site oficial da FGV, bem como se preparar com base no conteúdo programático divulgado. A edição de 2025 sinaliza um novo capítulo no acesso ao serviço público no Brasil.