Alerta INMET: notificação de tempestade coloca dezenas de regiões em atenção
Após alerta do INMET, o país entra em fevereiro sob um cenário de instabilidade climática ampla, que se espalha por diferentes regiões e pressiona serviços urbanos, infraestrutura e atividades rurais. Um novo aviso oficial aponta para a combinação conhecida de verão, chuva volumosa, vento forte e episódios localizados de granizo, um quadro recorrente, mas que nunca é neutro em seus efeitos.
A previsão indica volumes elevados de chuva em curto espaço de tempo, com rajadas capazes de derrubar árvores, comprometer redes elétricas e transformar ruas em canais improvisados. Não é um fenômeno raro, tampouco inesperado. Ainda assim, seus impactos continuam desiguais, mais severos onde o solo já está saturado, onde o crescimento urbano avançou sem drenagem adequada ou onde a rede de energia opera no limite.
Nas áreas agrícolas, o alerta reacende a tensão típica do período. Chuva em excesso não é sinônimo de benefício. Pode atrasar colheitas, danificar lavouras em estágio sensível e provocar perdas rápidas, difíceis de mensurar no curto prazo. Para pequenos produtores, o risco não está apenas no evento extremo, mas na sequência deles.
Nos centros urbanos, a preocupação se repete com outro vocabulário. Alagamentos pontuais, quedas de energia, interrupções no transporte e danos materiais fazem parte de um roteiro conhecido por quem acompanha o tema há anos. A diferença costuma estar na escala e na duração, fatores que determinam se o episódio será tratado como transtorno cotidiano ou como crise localizada.
O alerta cobre áreas extensas do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e trechos do Norte e Nordeste, incluindo regiões metropolitanas densas e corredores logísticos estratégicos. Quando eventos assim atingem simultaneamente grandes cidades e zonas produtivas, o efeito se espalha rápido, da rotina doméstica ao abastecimento, do trabalho diário ao preço final de produtos sensíveis ao clima.
As orientações oficiais repetem recomendações básicas, evitar áreas expostas, reduzir riscos elétricos, acionar serviços de emergência quando necessário. Nada disso é novo. O que muda é a frequência com que essas situações se acumulam, tornando cada episódio menos excepcional e mais parte de um padrão que testa, ano após ano, a capacidade de resposta do poder público e a tolerância da população.
Aviso Meteorológico
- Aviso de: Tempestade
- Grau de severidade: Perigo
- Início: 01/02/2026 00h01min
- Fim: 02/02/2026 10h00min
Riscos Potenciais
- Chuva entre 30 e 60 mm por hora ou acumulado de 50 a 100 mm por dia.
- Ventos intensos entre 60 e 100 km/h.
- Queda de granizo.
- Risco de corte de energia elétrica.
- Possibilidade de estragos em plantações.
- Queda de árvores.
- Ocorrência de alagamentos.
Instruções
- Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e descargas elétricas.
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
- Obter mais informações junto à Defesa Civil pelo telefone 199.
- Em emergências, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Municípios Afetados
- Abadia de Goiás, GO.
- Abadia dos Dourados, MG.
- Abadiânia, GO.
- Abaeté, MG.
- Abaíra, BA.
- Abatiá, PR.
- Abre Campo, MG.
- Abreulândia, TO.
Áreas Afetadas
- Centro Goiano.
- Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
- Leste Goiano.
- Central Mineira.
- Centro Sul Baiano.
- Norte Pioneiro Paranaense.
- Zona da Mata.
- Ocidental do Tocantins.
- Centro-Sul Mato-grossense.
- Sul Goiano.
- Vale do Rio Doce.
- Presidente Prudente.
- São José do Rio Preto.
- Metropolitana de Curitiba.
- Central Espírito-santense.
- Nordeste Mato-grossense.
- Leste de Mato Grosso do Sul.
- Noroeste Espírito-santense.
- Campinas.
- Oeste de Minas.
- Bauru.
- Piracicaba.
- Vale do Mucuri.
- Norte de Minas.
- Sul e Sudoeste de Minas.
- Itapetininga.
- Centro Norte de Mato Grosso do Sul.
- Sul Baiano.
- Sul Espírito-santense.
- Campo das Vertentes.
- Oriental do Tocantins.
- Jequitinhonha.
- Ribeirão Preto.
- Araçatuba.
- Sudeste Mato-grossense.
- Norte Goiano.
- Noroeste Paranaense.
- Sul Maranhense.
- Macro Metropolitana Paulista.
- Marília.
- Metropolitana de Belo Horizonte.
- Norte Central Paranaense.
- Sudoeste de Mato Grosso do Sul.
- Centro Norte Baiano.
- Araraquara.
- Pantanais Sul Mato-grossense.
- Extremo Oeste Baiano.
- Sul Fluminense.
- Vale do Paraíba Paulista.
- Noroeste Fluminense.
- Litoral Norte Espírito-santense.
- Noroeste Goiano.
- Centro Oriental Paranaense.
- Baixadas.
- Centro Fluminense.
- Noroeste de Minas.
- Metropolitana de São Paulo.
- Assis.
- Sudoeste Piauiense.
- Vale São-Franciscano da Bahia.
- Sudoeste Mato-grossense.
- Litoral Sul Paulista.
- Metropolitana do Rio de Janeiro.
- Distrito Federal.
- Norte Fluminense.
- Norte Mato-grossense.
- Sudeste Paraense.
- Centro Ocidental Paranaense.















