Gasolina dispara e revela choque de preços na Bahia: você não vai acreditar qual cidade cobra quase R$ 8 por litro
O preço da gasolina continua pressionando o orçamento dos motoristas e, na Bahia, a variação entre municípios chama atenção pela diferença expressiva registrada em um curto intervalo de tempo.
Levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre os dias 5 e 11 de abril, aponta que o valor do litro da gasolina comum pode variar quase R$ 1 dentro do próprio estado, cenário que altera a rotina de consumo e influencia decisões simples, como o local de abastecimento.
Municípios registram extremos de preços
Na análise mais recente, Brumado, no sudoeste baiano, aparece como a cidade com a gasolina mais cara. O preço médio chegou a R$ 7,97 por litro, com pouca oscilação entre os postos pesquisados.
Já em Feira de Santana, no centro-leste do estado, foi identificado o menor valor médio, de R$ 7,00, com registros de abastecimento a R$ 6,79 em alguns estabelecimentos.
A diferença entre os dois municípios alcança R$ 0,97 por litro, o que, na prática, representa impacto direto no custo mensal de quem depende do carro.
Outras cidades também aparecem no ranking
Além de Brumado, outros municípios do sul e extremo sul baiano figuram entre os mais caros:
- Porto Seguro com média de R$ 7,93
- Eunápolis com R$ 7,80
- Ilhéus com R$ 7,75
Em uma faixa intermediária, cidades como Vitória da Conquista e Caetité apresentam valores próximos de R$ 7,68.
Na capital Salvador, o preço médio identificado foi de R$ 7,23, abaixo de várias cidades do interior, mas ainda distante dos menores valores registrados no estado.
Leve queda não muda cenário de pressão
Apesar da diferença entre municípios, o levantamento também aponta uma redução no preço médio estadual. O valor caiu de R$ 7,48 para R$ 7,40, o que representa retração de 1,1% em relação à semana anterior.
Ainda assim, a variação interna entre cidades mantém o custo elevado e reforça a desigualdade no acesso a preços mais baixos, especialmente para consumidores que não têm flexibilidade para escolher onde abastecer.
O levantamento analisou 203 postos em 25 municípios, indicando que a dispersão de preços permanece relevante mesmo com leve recuo no valor médio.
A oscilação segue sendo acompanhada semanalmente pela ANP, enquanto consumidores lidam com preços que continuam elevados e sem indicação de estabilidade uniforme entre as diferentes regiões do estado.


