A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata de três lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1, após a identificação de uma toxina associada a intoxicações alimentares. A medida atinge diretamente um dos produtos mais consumidos por lactentes no país e mobiliza famílias e estabelecimentos comerciais.
A decisão, publicada em resolução oficial, interrompe a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos do produto na versão de 800 gramas.
Os itens não podem permanecer em circulação até nova avaliação sanitária. A orientação inclui retirada imediata das prateleiras e interrupção do uso por consumidores.
A substância identificada é a cereulida, uma toxina produzida por bactérias do grupo Bacillus cereus, associada a quadros de intoxicação alimentar. A detecção ocorreu após a reconstituição da fórmula, ou seja, quando o produto já estava preparado para consumo.
A cereulida pode provocar náuseas, vômitos e desconforto gastrointestinal, com risco ampliado em bebês, grupo mais sensível a complicações.
A presença dessa toxina contraria normas sanitárias vigentes no país, o que motivou a ação regulatória, revelou a Gov.
A orientação oficial é direta e sem margem para interpretação.
O descumprimento pode configurar infração sanitária.
A suspensão foi precedida por um recolhimento voluntário comunicado pela Danone, responsável pela marca. A empresa afirmou que a decisão foi preventiva, diante de análises que apontaram a presença da toxina.
Segundo a fabricante, os lotes foram produzidos em março e abril de 2025 e já teriam sido majoritariamente consumidos. Ainda assim, a retirada foi mantida como medida de segurança diante de atualizações regulatórias.
A Danone declarou que mantém padrões rigorosos de qualidade e realiza mais de 500 controles antes da chegada do produto ao mercado. A empresa também informou que acompanha discussões internacionais sobre a substância detectada e mantém diálogo com autoridades sanitárias.
A fabricante reforçou que os demais lotes do produto não estão envolvidos na medida e seguem disponíveis para consumo.
Até o momento, não há confirmação de casos de intoxicação associados aos lotes suspensos. A Anvisa informou que a decisão se baseia em laudos técnicos apresentados pela própria empresa e que novas avaliações ainda serão conduzidas.
A situação permanece em análise pelas autoridades sanitárias, enquanto o mercado acompanha possíveis desdobramentos regulatórios e revisões de segurança envolvendo fórmulas infantis no país.