Greve Caminhoneiros 04/12/2025: protesto não aconteceu e rodovias seguem livres no país

Greve anunciada por caminhoneiros não teve adesão, PRF registrou zero bloqueios no país e reforçou exigência legal de autorização, expondo distância entre convocação e realidade do setor.
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A greve dos caminhoneiros anunciada para esta quinta não saiu do papel, e o país amanheceu com as rodovias federais funcionando em fluxo normal. A expectativa de paralisações, ventilada por lideranças regionais da categoria, não se confirmou segundo a Polícia Rodoviária Federal, que não registrou qualquer pedido formal de manifestação nem sinais de bloqueio nos 75 mil quilômetros de estradas monitorados.

Pontos Principais:

  • Greve anunciada pelos caminhoneiros não teve adesão nacional.
  • PRF informou ausência total de bloqueios e reforçou exigência de autorização.
  • Sudeste era esperado como foco, mas tráfego permaneceu normal.
  • Reivindicações seguem em debate diante da pouca mobilização.

O movimento havia ganhado projeção ao longo da semana, especialmente no Sudeste, mas não houve adesão prática. A PRF reforçou que qualquer ato capaz de interromper o tráfego depende de autorização prévia, algo que não ocorreu. Mesmo em trechos tradicionalmente sensíveis, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o tráfego manteve ritmo habitual durante a manhã.

Greve convocada por caminhoneiros não ocorreu, PRF não viu bloqueios e citou exigência legal, mostrando falta de adesão enquanto reivindicações seguem em disputa no setor - Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Greve convocada por caminhoneiros não ocorreu, PRF não viu bloqueios e citou exigência legal, mostrando falta de adesão enquanto reivindicações seguem em disputa no setor – Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Segundo o Metropoles, a ausência de mobilização expôs a distância entre a convocação e a realidade do setor. Representantes que apoiavam a paralisação, como integrantes do Sindicam SP, protocolaram ofícios para comunicar o governo e cobravam medidas como estabilidade contratual e revisão do marco regulatório do transporte de cargas. Na prática, porém, o ambiente de mercado mostrou pouco alinhamento com a proposta de paralisação, reflexo de uma categoria pulverizada e pressionada por contratos curtos, custos operacionais altos e baixa previsibilidade de fretes.

Com o fracasso da mobilização, o debate volta a se concentrar nas reivindicações que motivaram o chamado à greve. Segmentos do transporte rodoviário seguem cobrando garantias e ajustes legais, mas a falta de adesão indica que o caminho para mudanças deve vir mais da negociação do que de tentativas de parar o país.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.