IPVA mais caro de São Paulo vai pagar R$ 731 mil de imposto: carro custa R$ 18 milhões
Pontos Principais:
- A Ferrari Daytona SP3 2023 é o carro com o IPVA mais caro de São Paulo em 2026.
- Apenas uma unidade do modelo está emplacada no estado, segundo dados da Sefaz-SP.
- O valor venal é de R$ 18.291.927, conforme a tabela Fipe usada no cálculo do imposto.
- O IPVA devido será de R$ 731.677,08, superando o recorde do Porsche 918 Spyder.
- A Daytona SP3 usa motor V12 6.5 aspirado de 840 cv, baseado na LaFerrari.
- A produção é limitada a 599 unidades, reforçando raridade, valor e impacto tributário.

A Ferrari Daytona SP3 é o carro com o IPVA mais caro de São Paulo em 2026, com imposto que passa de R$ 731 mil. Avaliado em mais de R$ 18 milhões, o superesportivo tem apenas uma unidade emplacada no estado.
O calendário do IPVA 2026 divulgado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo trouxe um dado que chama atenção mesmo em um estado acostumado a carros de alto valor. O veículo que mais pagará imposto no próximo ano é uma Ferrari Daytona SP3 ano 2023, avaliada em R$ 18.291.927 segundo a tabela Fipe. Com a alíquota vigente, o proprietário desembolsará exatamente R$ 731.677,08 apenas em IPVA, o maior valor já registrado no estado.
Em 2025, o título pertencia a um Porsche 918 Spyder. Em 2026, a liderança muda de mãos, ou melhor, de garagem, já que existe apenas uma Daytona SP3 registrada em São Paulo. O modelo faz parte da série Icona da Ferrari e tem produção limitada a 599 unidades no mundo, o que ajuda a explicar tanto o valor elevado quanto a raridade no mercado brasileiro.

Segundo o R7, a Daytona SP3 é baseada na LaFerrari e mantém dela o coração mecânico. O motor é um V12 6.5 aspirado que entrega 840 cv de potência e 71,1 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. Trata-se do V12 mais potente já produzido pela marca italiana sem auxílio de eletrificação. Com esse conjunto, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 2,85 segundos, chega aos 200 km/h em 7,4 segundos e atinge velocidade máxima de 340 km/h.
O desempenho extremo é acompanhado por uma construção focada em leveza e rigidez estrutural. A carroceria e o monocoque são feitos majoritariamente de fibra de carbono, e o peso declarado é de 1.485 kg. O teto é do tipo targa, removível, e as portas têm abertura para cima e para fora, reforçando o caráter exclusivo do modelo.
No visual, a Daytona SP3 foi desenhada com foco em eficiência aerodinâmica, mas sem abrir mão de referências históricas. A Ferrari buscou inspiração direta nos protótipos de corrida dos anos 1960 e 1970, como as P3/4, P330 e 412P. As entradas de ar embutidas nas portas remetem à Ferrari 512 S, enquanto os faróis com cobertura escamoteável resgatam um recurso clássico que desapareceu dos carros modernos por exigências de segurança.

A traseira segue a mesma lógica de misturar passado e presente. As lâminas horizontais atravessam toda a largura do carro e remetem a modelos históricos da marca, mas incorporam uma barra de leds contínua. As saídas de escape centrais ficam em posição elevada, acima do para-choque traseiro, reforçando o apelo esportivo e funcional.
Com 4,69 metros de comprimento, 2,05 metros de largura, apenas 1,14 metro de altura e entre-eixos de 2,65 metros, a Ferrari Daytona SP3 não é apenas um objeto de coleção. Ela também se tornou, oficialmente, o símbolo máximo do IPVA paulista em 2026, mostrando como raridade, desempenho e valor de mercado se traduzem diretamente no imposto mais alto já cobrado de um automóvel no estado.














