Ministros, mensagens e resort: o caso que pressiona o Ministro Dias Toffoli e pode mudar o rumo da investigação do Banco Master
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- 1. Ministro enfrenta cerco após revelações e futuro no caso Master vira incógnita
- 2. No rastro de conversas encontradas, investigação pressiona gabinete e expõe bastidores da Corte
- 4. Relatório da PF com menções a Toffoli eleva tensão no STF e amplia pressão para ministro deixar investigação ligada ao Banco Master nos bastidores do tribunal.
A Polícia Federal investiga transferências de recursos feitas por uma empresa ligada a um resort no Paraná ao ministro do STF Dias Toffoli. Os valores teriam sido pagos por uma companhia associada ao empreendimento Tayayá, registrada em nome de dois irmãos do magistrado. Segundo relatos feitos por ele a interlocutores, os repasses ocorreram por participação societária familiar, explicação que ele apresentou pela primeira vez de forma detalhada.
Negócio familiar e fundo ligado ao Banco Master
Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores envolve pagamentos posteriores à venda da participação dos parentes ao fundo Arleen. O grupo entrou na sociedade em 2021 ao comprar cotas que pertenciam aos irmãos e a um primo do ministro.
Estrutura societária sob análise
- O fundo Arleen adquiriu participação no resort em 2021
- Ele pertence a outro fundo, o Leal
- O Leal é associado a pessoa próxima ao dono do Banco Master
Mensagens encontradas em celular ampliam pressão
No celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante investigação, a PF localizou conversas que citariam o nome de Toffoli. O material foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin, junto com pedido para aprofundamento das apurações. Qualquer avanço formal depende de autorização da própria corte, já que o ministro é relator do caso principal envolvendo o banco.
Pedido de suspeição e reação das partes
Posições oficiais
| Parte | Posição |
|---|---|
| Gabinete de Toffoli | Afirma que o pedido da PF se baseia em ilações e que a polícia não tem legitimidade |
| Defesa de Vorcaro | Diz haver preocupação com vazamentos e pede investigação imparcial |
| Ministros do STF | Avaliam que suspeição é prerrogativa exclusiva da PGR |
A Procuradoria-Geral da República já havia rejeitado solicitação semelhante apresentada por parlamentares. Ainda assim, Fachin notificou Toffoli para apresentar manifestação formal, seguindo o rito interno.
Clima de tensão cresce dentro do Supremo
Segundo a Folha, as novas revelações aumentaram a pressão para que o ministro se declare impedido de relatar o processo. Integrantes do tribunal discutem nos bastidores se a permanência dele no caso pode fragilizar a credibilidade da apuração. A auxiliares, Toffoli afirma não ver motivo para se afastar.
O episódio ocorre em meio a investigações mais amplas sobre o Banco Master, que já identificaram menções a autoridades políticas e outras figuras públicas. Esse conjunto de elementos, segundo investigadores, indica que novas frentes podem ser abertas no Supremo caso surjam indícios adicionais.