
JAC Motors confirma a chegada do JAC EJS-3 ao Brasil no primeiro semestre de 2026, mirando diretamente o público hoje concentrado em BYD Dolphin e Geely EX2. A promessa é clara: ampliar presença no segmento elétrico de entrada com um hatch compacto mais espaçoso e com duas configurações de autonomia.
A aposta não é improvisada. O EJS-3 já rondou o mercado brasileiro, teve cronograma adiado e agora volta ao radar com sinal verde aos concessionários, que aguardam a conclusão dos trâmites de homologação e importação para início das vendas, esperado até abril de 2026. O plano é ganhar escala onde a marca ainda busca volume, em um nicho que cresceu com rapidez e consolidou novos hábitos de compra.

Visualmente, o modelo segue a cartilha dos elétricos chineses contemporâneos, linhas limpas, proporções urbanas e foco em espaço interno. Com 4,02 metros de comprimento e 2,62 metros de entre-eixos, o EJS-3 se posiciona acima do que se espera de um hatch compacto, especialmente para quem usa o carro no dia a dia com passageiros no banco traseiro. A cabine aposta em soluções minimalistas e em uma central multimídia vertical de 15,6 polegadas, que concentra praticamente todas as funções do veículo.

A gama terá duas versões, ambas com recarga em padrão CCS2, compatível com corrente alternada e contínua. A configuração de entrada traz pacote já completo para a proposta, incluindo rodas de liga leve, multimídia e ajuste elétrico para o banco do motorista, com alcance estimado em torno de 400 km. A opção mais cara adiciona teto panorâmico, rodas maiores e bateria ampliada, elevando a autonomia declarada para cerca de 500 km.
Esses números, porém, seguem o ciclo CLTC chinês e tendem a ser menores quando aferidos pelo padrão brasileiro do Inmetro, algo que o próprio mercado já aprendeu a interpretar com cautela. Ainda assim, o posicionamento é competitivo frente aos rivais diretos, sobretudo se o preço acompanhar a lógica esperada.

Sobre valores, a JAC mantém silêncio. A referência atual indica que o EJS-3 ficará acima do R$ 120 mil cobrados pelo EJS-1 e abaixo do patamar do EJS-4, que hoje parte de R$ 255 mil. Se essa janela se confirmar, o novo elétrico entra em uma faixa decisiva para disputar clientes que migraram do compacto a combustão direto para o elétrico.
Na China, o carro nasceu como Yiwei 3 e depois ganhou passaporte europeu com o nome E30X, sinal de um projeto pensado para mercados distintos. No Brasil, a missão é mais específica: desafiar o vice-líder BYD Dolphin e o recém-chegado Geely EX2, dois modelos que ajudaram a popularizar o elétrico urbano. Se vai conseguir equilibrar preço, autonomia e disponibilidade, essa resposta começa a ser dada em 2026, quando o EJS-3 finalmente sair do papel e encarar o asfalto brasileiro.