Bitcoin Hoje: entenda como o mercado perdeu US$ 2 trilhões após forte queda; veja cotação da criptomoeda em tempo real
Mais de US$ 2 trilhões foram eliminados do valor de mercado das criptomoedas desde o início de outubro, após uma queda acentuada do bitcoin nesta quinta-feira. A principal criptomoeda do mundo recuou mais de 8% ao longo do dia e atingiu US$ 66.675,12, o menor nível desde outubro de 2024, aprofundando um movimento global de redução de exposição a ativos considerados especulativos.
Por volta das 14h50, o bitcoin operava em queda de 8,2%, negociado perto de US$ 66.666. O movimento ocorreu em paralelo à pressão sobre ações de tecnologia e metais preciosos, sinalizando uma reavaliação mais ampla de risco nos mercados financeiros globais.
Segundo dados da CoinGecko, o valor total do mercado de criptomoedas caiu de um pico de US$ 4,379 trilhões, registrado no início de outubro, para cerca de US$ 2,3 trilhões. Apenas no último mês, aproximadamente US$ 800 bilhões foram apagados, refletindo saídas aceleradas de capital e o enfraquecimento da confiança de investidores institucionais e de varejo.
O bitcoin acumula queda de 11% na semana e perdas de 23% no ano. O ether, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, também acompanhou o movimento. O ativo recuava cerca de 8%, cotado a US$ 1.956, e soma perdas de quase 14% na semana e cerca de 34% em 2026.
Liquidez global e efeito contágio
Cotação do Bitcoin em tempo real
A desvalorização das criptomoedas ocorreu em um ambiente de maior volatilidade em outros mercados. Ouro e prata passaram a registrar oscilações mais intensas, afetados por posições alavancadas e fluxos especulativos. A prata, por exemplo, caiu 16,6% e era negociada a US$ 73,41.
No mercado acionário dos Estados Unidos, o S&P 500 recuou para perto das mínimas de duas semanas, enquanto o Nasdaq atingiu o nível mais baixo em mais de dois meses. O ajuste coincidiu com a perda de fôlego de empresas ligadas à inteligência artificial, setor que vinha sustentando parte do apetite por risco.
A queda dos preços pressionou ações de empresas com exposição direta a ativos digitais, ampliando o risco de liquidações forçadas e reforçando a percepção de que a turbulência ultrapassa o universo cripto.
Política monetária e saída de capital institucional
A indicação de Kevin Warsh pelo presidente Donald Trump para a presidência do Federal Reserve adicionou um novo vetor de incerteza. A expectativa de uma postura mais restritiva, com redução do balanço do banco central, elevou a cautela em relação a ativos que dependem de liquidez abundante.
Analistas do Deutsche Bank apontam que o movimento recente é impulsionado por retiradas persistentes de ETFs institucionais. Os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram saídas superiores a US$ 3 bilhões em janeiro, após retiradas de cerca de US$ 2 bilhões em dezembro e US$ 7 bilhões em novembro.
Conexão com tecnologia e riscos à frente
A trajetória do bitcoin permanece ligada ao desempenho do setor de tecnologia. O recuo das ações globais de software nesta semana acelerou a queda de tokens digitais, reforçando a correlação entre criptomoedas e o ciclo de ativos de crescimento.
Embora o interesse por criptomoedas siga elevado entre investidores de varejo, a combinação de volatilidade, saída de capital institucional e expectativa de política monetária mais restritiva mantém o setor sob pressão, com impactos que se estendem para além do mercado digital.















