PETR3: cotação hoje da Petrobras disparou com subida do petróleo nesta segunda-feira 09/03/2026
A disparada do petróleo no mercado internacional impulsionou as ações da Petrobras na bolsa brasileira nesta segunda-feira, em um movimento que chamou a atenção de investidores logo nas primeiras horas do pregão. O avanço da commodity ocorreu em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e à paralisação do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.
Por volta das 11h, os papéis da Petrobras apareciam entre os principais destaques positivos da B3. As ações ordinárias da companhia subiam 3,30% e eram negociadas a R$ 47,29, enquanto os papéis preferenciais avançavam 3,02%, a R$ 43,38. O movimento acompanhava a forte valorização do petróleo no exterior, que se tornou o principal fator de influência para o setor de energia no dia.
Petróleo sobe forte após bloqueio em rota estratégica
O petróleo tipo Brent, referência global, avançava cerca de 10,66% durante a sessão. Já o WTI registrava alta de 10,81%. Durante a madrugada, o barril do Brent chegou a tocar quase US$ 120, acumulando uma valorização superior a 17% em meio à escalada das tensões geopolíticas na região.
Segundo informações do Centro Conjunto de Informações Marítimas, o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz foi praticamente interrompido. A rota marítima é considerada uma das mais importantes do mundo para o comércio de petróleo, por onde passa aproximadamente um quarto da produção global da commodity.
O bloqueio de uma rota responsável por cerca de 25% do petróleo mundial acendeu o alerta em mercados financeiros e elevou os preços da commodity.
Quando o fluxo de petróleo por um canal dessa magnitude sofre interrupções, o mercado costuma reagir rapidamente. A lógica é simples: menos oferta disponível significa maior pressão sobre os preços, e isso costuma beneficiar empresas que produzem ou exploram petróleo.
Outras petroleiras também avançam na B3
O efeito da alta do petróleo não ficou restrito à Petrobras. Outras empresas do setor listadas na bolsa brasileira também registraram valorização durante o pregão.
- PetroReconcavo (RECV3) subia cerca de 1,24%, cotada a R$ 13,03
- Brava Energia (BRAV3) avançava 1,82%, negociada a R$ 20,09
- PRIO (PRIO3) registrava alta de 2,42%, chegando a R$ 60,84
O desempenho dessas companhias ajudava a limitar as perdas do Ibovespa, que operava próximo da estabilidade no mesmo período. O principal índice da bolsa brasileira registrava leve queda de 0,19%, aos 179.027 pontos, em um ambiente global marcado por maior aversão ao risco.
Movimento também aparece nos EUA
O impacto da valorização do petróleo também foi observado fora do Brasil. No pré-mercado da Bolsa de Nova York, os recibos de ações da Petrobras, conhecidos como ADRs, acompanhavam a tendência de alta vista na B3.
Os papéis equivalentes às ações ordinárias avançavam cerca de 1,65%, enquanto os recibos correspondentes às preferenciais registravam alta de 1,67%, refletindo o mesmo impulso causado pelo salto da commodity no mercado internacional.
Mercado acompanha tensão e volatilidade
Analistas avaliam que o comportamento do petróleo deve continuar sendo um dos principais motores de volatilidade nos mercados financeiros nos próximos dias. O motivo é simples: a continuidade do conflito no Oriente Médio pode prolongar as incertezas sobre a oferta global da commodity.
| Brent | Alta de aproximadamente 10,66% |
| WTI | Alta de cerca de 10,81% |
| Pico do Brent | Quase US$ 120 por barril |
Esse cenário amplia as preocupações relacionadas à inflação global e às decisões de política monetária das principais economias. Ao mesmo tempo, empresas ligadas ao setor de energia permanecem no radar de investidores, que seguem atentos a qualquer nova informação envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo Pérsico.
Enquanto o tráfego no Estreito de Ormuz continua praticamente interrompido, o mercado segue monitorando a situação minuto a minuto, à espera de sinais sobre a retomada da circulação de navios petroleiros na rota que conecta o Oriente Médio aos principais centros consumidores do planeta.
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