Jogo do Flamengo: Mengão perde a Recopa para o Lanús na prorrogação e soma o segundo vice no ano, derrota no Maracanã aumenta pressão sobre Filipe Luís e liga alerta para 2026
O Flamengo saiu do Maracanã na madrugada desta sexta-feira com mais do que uma medalha de vice no peito. Saiu com o segundo troféu escapando em fevereiro e com um clima que mistura frustração, impaciência e aquela sensação incômoda de déjà vu que o torcedor conhece bem desde 2023.
Dois títulos em disputa, dois vices no currículo
Foram duas decisões até aqui na temporada e duas derrotas. Depois da Supercopa, a Recopa Sul-Americana também ficou pelo caminho, desta vez com requinte de crueldade: revés na prorrogação diante do Lanús, dentro de casa, sem conseguir reverter no Maracanã a desvantagem construída no jogo de ida.
O roteiro já era delicado antes de a bola rolar, mas ficou mais pesado quando o Flamengo repetiu erros que vêm incomodando desde o início do ano. O time começou pressionado e viu a situação se complicar ainda no primeiro tempo, em um lance que resume bem a noite.
Um passe curto de Ayrton Lucas, o escorregão de Rossi e a bola no fundo da rede transformaram um jogo tenso em um Everest para escalar.
O empate veio ainda na etapa inicial, o que poderia ter servido como impulso emocional. Mas a reação ficou só no placar. Faltou fluidez, faltou criatividade e, principalmente, sobrou ansiedade.
Colapso defensivo e ataque sem inspiração
No segundo tempo, o Flamengo até teve um pênalti a seu favor, mas esteve longe de mostrar o repertório ofensivo que já encantou em outras temporadas. A equipe rodou a bola, tentou acelerar pelas pontas, mas esbarrou em decisões equivocadas e em um Lanús confortável com o cenário.
Na prorrogação, quando o desgaste já era evidente, veio outro golpe. Gol em bola aérea, daqueles que desmontam qualquer plano. Com o time aberto e buscando a virada, o contra-ataque selou o destino negativo e fechou a conta no Maracanã.
O torcedor, que chegou esperançoso, saiu cobrando. E não foi pouco. A desconfiança cresce porque o filme parece conhecido.
Filipe Luís sob pressão
Filipe Luís, que até pouco tempo era o técnico novato que surpreendeu ao conquistar a Copa do Brasil e emendar quatro títulos em 2025, agora encara um cenário bem diferente. A aura de novidade já não basta. O que se cobra é resultado imediato.
A comparação com 2023 surge quase automaticamente. Naquele ano, o Flamengo entrou como campeão da Libertadores e da Copa do Brasil e terminou acumulando frustrações, com sete títulos perdidos ao longo da temporada. Ninguém quer repetir o roteiro, mas o começo de 2026 já acende o alerta.
O Flamengo é o time mais rico do país, com elenco recheado e expectativa sempre no teto. Quando as taças escapam cedo, a paciência encurta na mesma proporção.
Carioca vira teste de resposta
Neste primeiro semestre, resta o Campeonato Carioca como chance imediata de amenizar o ambiente. A semifinal contra o Madureira está bem encaminhada, mas a decisão deve trazer um clássico pela frente, em jogo único, daqueles que não admitem distração.
- Supercopa: vice
- Recopa: vice
- Carioca: última chance de título no semestre
A equação é simples no papel: vencer para recuperar confiança. Na prática, o time precisa corrigir falhas defensivas, retomar a intensidade no ataque e mostrar que o início irregular não vai definir o ano inteiro.
O calendário não espera e a cobrança também não. Segunda-feira, o Flamengo volta a campo contra o Madureira, já em clima de prova. O clássico da decisão se aproxima e, com ele, a chance de dar uma resposta concreta dentro de campo, em 90 minutos que prometem dizer muito sobre os rumos de 2026.
Os usuários também leram














