Botafogo-SP derruba o Palmeiras e encerra jejum de 12 anos no Paulistão
Atualização – Resultado do jogo – 01/02/2026
O Botafogo-SP venceu o Palmeiras por 1 a 0 na Arena Nicnet, em Ribeirão Preto, pela primeira fase do Campeonato Paulista. O gol saiu aos 4 minutos do segundo tempo, quando Leandro Maciel aproveitou sobra na entrada da área e bateu forte no canto de Marcelo Lomba. O Palmeiras pressionou, teve um gol anulado por impedimento e pediu pênalti em dois lances revisados pelo VAR. Mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Vilar, o time da casa segurou o resultado até o fim.
- FIM DE JOGO!
- Placar: Botafogo-SP 1 x 0 Palmeiras
O silêncio que ficou na Arena Nicnet ao apito final disse mais do que o placar. O Botafogo-SP venceu o Palmeiras por 1 a 0, interrompeu um jejum de 12 anos e expôs um jogo que foi menos sobre talento e mais sobre desgaste, paciência e detalhe.
O fato central foi a derrota do Palmeiras num campeonato que costuma atravessar sem tropeços fora do eixo da capital. Importa porque mexe na tabela, mas sobretudo porque mostra um time grande que precisou correr atrás do jogo contra um adversário organizado, disposto a sofrer e consciente do próprio limite.
O gol saiu cedo no segundo tempo, aos 4 minutos. Leandro Maciel aproveitou uma sobra na entrada da área e bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo de Marcelo Lomba. Chute seco, sem firula. Um lance que nasce de bola parada, confusão na área e leitura rápida. Foi o único gol do jogo, mas não o único momento decisivo.
Antes disso, o primeiro tempo já dava pistas. O Botafogo-SP teve mais controle territorial, finalizou 11 vezes no total e obrigou Lomba a trabalhar em chutes de fora da área e bolas fechadas em escanteios. O Palmeiras respondeu com menos posse, 58%, e ataques mais verticais. A melhor chance veio com Luighi, que ganhou no drible e parou em Victor Souza, responsável por seis defesas ao longo da noite.
O segundo tempo virou pressão. O Palmeiras empilhou jogadores no campo ofensivo, mexeu quatro vezes até os 20 minutos e passou a rondar a área. Vitor Roque chegou a balançar a rede, mas o gol foi anulado por impedimento de Giay na origem da jogada. Um lance ajustado, revisado, que esfriou o momento mais intenso do visitante.
As polêmicas ficaram nos pedidos de pênalti. Um no primeiro tempo, por possível carrinho em Hygor, outro na etapa final, numa dividida entre Allan e Jefferson Nem. Em ambos, a arbitragem de Marianna Nanni Batalha foi ao VAR e manteve a decisão de campo. Nada marcado. O jogo seguiu.
A expulsão de Vilar, aos 18 do segundo tempo, mudou o cenário. O Botafogo-SP ficou com um a menos e passou a defender em bloco baixo. Foram 36 minutos de resistência. Mesmo assim, o Palmeiras não conseguiu transformar posse em gol. Finalizou nove vezes, acertou o gol em três e esbarrou em bloqueios, desvios e na própria ansiedade.
Os números ajudam a explicar. O Botafogo-SP terminou com 42% de posse, 293 passes e 78% de acerto. O Palmeiras teve 445 passes, 85% de precisão e sete escanteios. Faltou infiltração. Sobrou cruzamento. Houve 15 faltas para cada lado, sete cartões amarelos para o time da casa, dois para o visitante.
O jogo lembra uma corrida entre carros de categorias diferentes em pista urbana. O Palmeiras é o esportivo potente, motor forte, aceleração alta, mas limitado pelo tráfego. O Botafogo-SP foi o sedan bem ajustado, sem pressa, que conhece cada curva e sabe quando frear. No fim, venceu quem errou menos.
O resultado recoloca o Botafogo-SP no mapa do campeonato, agora com seis pontos, e freia o Palmeiras, que segue na parte de cima da tabela, mas perde margem de erro. Não é crise, não é alerta vermelho. É Paulistão. Um campeonato curto, físico e ingrato com quem não mata o jogo quando pode.














