Flamengo x Corinthians melhores momentos hoje; veja o vídeo
Brasília recebeu uma final com cara de decisão grande, mas roteiro conhecido. O Corinthians saiu do Mané Garrincha campeão da Supercopa ao vencer o Flamengo por 2 a 0 sem precisar parecer melhor o tempo todo. Foi aquele jogo em que um time joga xadrez enquanto o outro corre atrás do dado.
O Flamengo ficou com a bola, com a iniciativa e com a sensação de que o controle era seu. Foram mais passes, mais posse e mais tentativas. Faltou o detalhe inconveniente, a bola entrar. Pulgar acertou o travessão, Paquetá mandou por cima quando parecia mais fácil marcar, Pedro quase empatou em uma bola salva em cima da linha. O Flamengo empilhou cenas de “quase gol”, categoria que não conta ponto nem levanta taça.
O Corinthians escolheu outro caminho. Menos toque, menos enfeite e mais objetividade. Cada chegada parecia ter endereço, CEP e hora marcada. O primeiro gol saiu assim, escanteio cobrado, desvio na primeira trave, bola viva na pequena área e Gabriel Paulista finalizando como quem resolve pendência antiga. Gol simples, direto e com cara de final.
A partida seguiu tensa, truncada, com muita falta, cartão e VAR aparecendo mais do que convidado em festa. No intervalo, Carrascal foi expulso após revisão, e o Flamengo passou a jogar o segundo tempo inteiro com um a menos. Mesmo assim, seguiu pressionando. Cruzou, insistiu, empurrou o Corinthians para trás, mas sem cabeça fria para escolher a melhor solução.
O Corinthians, por sua vez, fez o que times campeões fazem. Soube sofrer, gastar o relógio e esperar o erro. Yuri Alberto ainda acertou a trave antes de decidir a história. Nos acréscimos, puxou contra-ataque, saiu cara a cara e tocou por cima de Rossi, encerrando qualquer debate pendente. Ali ficou claro que não era um 2 a 0 tranquilo, mas um 2 a 0 explicado.
O estádio estava cheio, mais de 71 mil torcedores, recorde da Supercopa. O clima era grande, o jogo nem sempre bonito, mas finais raramente são sobre beleza. São sobre entender o dia. O Corinthians entendeu antes, jogou com a cabeça e saiu com a taça. O Flamengo ficou com a posse, o volume e a lição clássica do futebol, eficiência ainda ganha campeonato.














