
Jojo Todynho comprou um BMW X6 e eu diria que esse é um daqueles casos em que o carro importa menos pelo luxo e mais pelo momento de vida. O SUV, avaliado em cerca de R$ 1,3 milhão, entrou na garagem como um presente de aniversário antecipado, mas, ouvindo o relato dela, fica claro que a decisão veio depois de muito freio puxado no passado.
“Cada conquista minha eu consagro ao Senhor. E sempre volto ao meu passado. Porque se fosse há 15 anos, eu estaria contando minhas moedinhas pra pegar o meu bom e velho 918”, escreveu a artista.
Eu acompanho histórias de compra de carro há anos e quase sempre elas vêm embaladas em discurso pronto de sucesso. Aqui não. Jojo faz questão de lembrar que já quis esse mesmo modelo antes e não comprou porque sabia que aquilo a descapitalizaria, como comentou em seu Instagram hoje. Essa consciência muda completamente a leitura da compra. O carro não aparece como impulso, mas como consequência de planejamento e paciência.
O BMW X6, na prática, é um SUV que impõe respeito desde o primeiro contato. Alto, largo e com postura dominante, passa longe da ideia de discrição. Ao mesmo tempo, entrega conforto de sobra para quem vive entre compromissos, viagens e rotina urbana pesada. É o tipo de carro que faz sentido quando o motorista quer silêncio, espaço e sensação de controle, sem abrir mão de presença.

O que mais me chama atenção, porém, não é o modelo em si, mas a forma como ela contextualiza a conquista. Quando Jojo lembra que, anos atrás, contava moedas para pegar ônibus, ela tira o carro do pedestal da ostentação e coloca no terreno da trajetória. Isso aproxima o leitor, porque transforma o X6 em símbolo de fase, não de vaidade.
Ela também deixa claro que esse momento não se resume a bens materiais. Ao falar da formatura prevista para 2027 e de mudanças internas, a compra ganha outro peso. O carro vira uma espécie de marco, um “agora dá”, depois de muita coisa organizada.