Projeções camufladas da Renault Niagara já circulam pelas estradas brasileiras, sinal claro de que a picape avança na etapa final de desenvolvimento antes do lançamento em 2026. A movimentação expõe o próximo passo da marca para disputar um segmento que cresce rápido e hoje é dominado por modelos como Fiat Toro.
Os protótipos flagrados em Santa Catarina revelados pela QuatroRodas mostram que a Niagara mantém elementos do conceito exibido no Salão de São Paulo. A assinatura dianteira parece próxima da apresentada no estúdio, com DRLs posicionados na parte superior do conjunto óptico e faróis principais recuados. A camuflagem pesada ainda revela mudanças no para-choque, agora com soluções mais urbanas, e uma abertura inferior maior que sugere ajustes de refrigeração pensados para o conjunto mecânico.
A traseira aparece mais alta do que o normal, uma técnica recorrente para mascarar proporções. Mesmo assim, dá para observar o contorno das lanternas. O conceito tinha uma barra luminosa atravessando a tampa da caçamba, mas o protótipo não confirma essa solução. O porte, porém, reforça o posicionamento acima da Oroch, área onde a Renault ainda não atuava com um produto nacional.
O cronograma indica aceleração. Informações de CarsDrive apontam que as primeiras unidades pré-série começaram a sair da fábrica argentina em junho, etapa que antecede os testes de validação no Brasil. O movimento repetido de protótipos rodando por aqui confirma uma fase decisiva do projeto.
A Niagara usa a plataforma RGMP, a mesma do Kardian e do Boreal, arquitetura que permite oferecer versões com tração 4×4 e a futura variante híbrida confirmada pelo próprio centro de design da marca para a região. O motor mais provável é o 1.3 turboflex de até 163 cv, já utilizado em outros modelos da Renault e compatível com o porte da picape.
Quando chegar às lojas no segundo semestre de 2026, a Niagara enfrentará diretamente a Toro, hoje referência entre as picapes intermediárias. A Renault deve explorar preço, consumo e capacidade de carga para encontrar espaço em um segmento que valoriza versatilidade e soluções mais urbanas do que as oferecidas por caminhonetes médias tradicionais.
O avanço dos testes indica que a Renault aposta alto no projeto. À medida que as unidades de avaliação ganham quilômetros pelas ruas, fica mais claro como a marca pretende ocupar um dos nichos mais competitivos do mercado brasileiro.