O Seguro Auto pesa no orçamento quando se projeta a proteção de uma frota de 78 Tiggo 7 comprados com os R$ 11 milhões da Dupla Sena. O IPVA 2026 entra como custo fixo inevitável, a manutenção define a despesa mensal efetiva, o financiamento perde espaço com a compra à vista e o CDI surge como alternativa para quem prefere renda a imobilizar capital em veículos.
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O concurso 2917 da Dupla Sena, sorteado nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, oferece um prêmio estimado em R$ 11 milhões. Em vez de representar apenas um número elevado em conta corrente, a quantia permite decisões concretas de patrimônio. No mercado automotivo, o valor é suficiente para formar uma frota de SUVs médios. Com base no preço de tabela de R$ 139.990, o montante viabiliza a compra de 78 unidades do Chery Tiggo 7 2025, totalizando R$ 10.919.220, com saldo para cobrir parte do IPVA, do Seguro Auto, do emplacamento e dos primeiros gastos com consumo e manutenção.
O Tiggo 7 ocupa uma faixa de preço associada à ascensão social no mercado brasileiro. Não é um modelo de entrada, mas também não pertence ao segmento de luxo. É o tipo de SUV adotado por famílias de renda mais alta, executivos e empresários como veículo principal. Ter uma unidade na garagem sinaliza conforto e estabilidade financeira. Possuir 78 exemplares transforma o carro em ativo patrimonial, seja como frota corporativa, investimento em locação ou reserva de valor. Nesse contexto, cada veículo passa a exigir gestão de Seguro Auto, IPVA e manutenção, deixando de ser apenas meio de transporte para assumir papel de bem de capital.
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Em uma frota desse porte, apenas o IPVA supera R$ 430 mil por ano, enquanto o Seguro Auto soma centenas de milhares de reais, evidenciando o peso dos custos fixos mesmo sem financiamento.
Com uso médio de 15.000 km por ano, gasolina a R$ 6,00 e consumo em torno de 10 km/l, a despesa mensal com combustível fica próxima de R$ 750 por carro, ou cerca de R$ 9.000 anuais. Em 78 unidades, o gasto ultrapassa R$ 700 mil por ano apenas em consumo. Somam-se revisões, trocas de óleo, componentes de desgaste e pneus, que elevam a manutenção a uma despesa permanente, comparável ao Seguro Auto e ao IPVA em impacto sobre o caixa.
Na mesma faixa de preço do Tiggo 7, aparecem alternativas como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos. Com R$ 11 milhões, seria possível montar frotas equivalentes desses modelos ou diversificar marcas e categorias, equilibrando custos de seguro, tributos e consumo, sempre com a vantagem da compra à vista, sem recorrer a financiamento.
Converter R$ 11 milhões em veículos significa transformar liquidez em patrimônio sujeito a depreciação, tributos anuais, seguro e manutenção. Aplicar o mesmo valor a 100% do CDI, por outro lado, tende a gerar renda mensal suficiente para cobrir essas despesas sem comprometer o capital principal. O dilema opõe o conforto e o status imediatos de uma frota de SUVs à rentabilidade contínua do dinheiro investido. A decisão final reflete o perfil do ganhador: entre materializar o prêmio em bens ou preservar o capital e viver dos rendimentos.