Ataque ao Irã hoje 28/02: ampliam risco de guerra regional

Estados Unidos e Israel atacam o Irã, com explosões em Teerã e retaliação com mísseis. Operação amplia risco de guerra no Oriente Médio.
Publicado por em Mundo dia | Atualizado em

Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado (28), um ataque coordenado contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades do país. A operação ocorre após semanas de negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano e marca a segunda ofensiva americana contra alvos iranianos em menos de um ano.

Segundo o governo dos Estados Unidos, as ações militares estão sendo conduzidas por via aérea e marítima e podem se estender por dias. O presidente Donald Trump afirmou que a iniciativa tem como objetivo proteger o povo americano. O Pentágono classificou a operação como uma ação de grande escala, indicando que o planejamento envolveu mobilização prévia de forças na região.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a ofensiva busca eliminar o que chamou de ameaça existencial representada pelo regime iraniano. O ministro da Defesa de Israel definiu a ação como preventiva e necessária para neutralizar riscos considerados iminentes.

Retaliação iraniana e fechamento do espaço aéreo

Horas após as primeiras explosões em Teerã, o Irã lançou mísseis contra Israel. As Forças Armadas israelenses acionaram sirenes de alerta em diversas áreas do país e anunciaram a suspensão de aulas e do deslocamento de trabalhadores. A autoridade aeroportuária informou o fechamento do espaço aéreo a voos civis.

Em Teerã, sistemas de defesa aérea foram ativados. A agência estatal iraniana Fars relatou explosões também em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. De acordo com a agência Reuters, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi transferido para um local considerado seguro fora da capital.

Negociações frustradas sobre o programa nuclear

A ofensiva acontece após uma rodada recente de negociações em Genebra entre representantes dos dois países. O governo dos Estados Unidos exige que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, alegando risco de desenvolvimento de arma nuclear. Teerã sustenta que o programa tem finalidade pacífica, voltada à geração de energia, e já havia sinalizado disposição para limitar atividades em troca do fim de sanções econômicas.

Autoridades americanas também pressionam por restrições ao alcance de mísseis balísticos iranianos e ao apoio a grupos armados no Oriente Médio. O governo iraniano, por sua vez, havia prometido resposta dura a qualquer ataque, inclusive com possibilidade de atingir bases militares americanas na região.

Reforço militar e tensão prolongada

Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio, com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, além de outros navios de guerra e aeronaves. O movimento foi interpretado como tentativa de pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear.

O Irã, ao mesmo tempo, realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e reforçou a proteção de instalações nucleares. A escalada ocorre em meio a dificuldades econômicas internas, com inflação elevada, desvalorização do rial e protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Impacto regional e cenário aberto

A nova ofensiva amplia a instabilidade no Oriente Médio e reacende um conflito que se arrasta desde a Revolução Islâmica de 1979. A retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, já havia aprofundado a crise diplomática. O ataque deste sábado coloca em risco qualquer tentativa imediata de retomada do diálogo e eleva o temor de uma confrontação de maior alcance.

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Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.