Itália mudou a regra da cidadania hoje, entenda por que e conheça tudo sobre a nova lei de 2026
A nova Lei 11/2026 não surgiu do nada, ela é resposta direta ao colapso administrativo causado pelo volume crescente de pedidos de cidadania italiana no exterior.
O governo decidiu centralizar tudo em Roma para tentar padronizar decisões e reduzir o que classificou como fragmentação entre consulados.
O que levou à centralização
Durante anos, consulados italianos espalhados pelo mundo operaram com interpretações diferentes da mesma legislação.
Isso gerou desigualdade de critérios, filas que ultrapassavam anos de espera e um acúmulo difícil de administrar.
- Excesso de processos acumulados
- Falta de padronização nas análises
- Estrutura consular sobrecarregada
- Pressão política interna na Itália
A mudança também amplia o prazo máximo de análise de 24 para 36 meses, o que indica que o problema não é apenas geográfico, mas estrutural.
O objetivo declarado
O governo afirma que quer uniformizar decisões e concentrar especialistas em um único centro.
Na prática, isso significa menos autonomia consular e mais controle administrativo direto em Roma.
A promessa é reduzir divergências entre consulados, mas o risco é criar um gargalo único com alcance global.
O envio por correio gera debate
Outro ponto controverso é a exigência de envio físico dos documentos.
Certidões originais, traduções juramentadas e apostilamentos agora precisarão circular internacionalmente.
| Antes | Agora |
|---|---|
| Protocolo no consulado local | Envio centralizado para Roma |
| Prazo máximo 24 meses | Prazo máximo 36 meses |
Especialistas alertam para risco de extravio e aumento de custos logísticos.
Esse cenário também pode impulsionar a procura por assessorias especializadas e serviços jurídicos internacionais, um mercado que tende a crescer com a burocratização do processo.














