A deputada federal Duda Salabert formalizou a saída do PDT e anunciou a filiação ao PSOL, em uma decisão que reposiciona sua atuação política às vésperas do próximo ciclo eleitoral. A mudança foi conduzida sem conflito judicial, em negociação direta entre as partes.
Eleita por Minas Gerais, a parlamentar classificou o movimento como um retorno às origens e afirmou buscar um espaço político alinhado a um projeto de esquerda mais amplo. A avaliação interna é de que a troca reflete não apenas divergências acumuladas, mas também uma redefinição de estratégia para os próximos anos.
A trajetória de Duda inclui passagem anterior pelo PSOL, legenda pela qual disputou o Senado em 2018. Na ocasião, alcançou a maior votação do partido em Minas Gerais, com 351.874 votos, resultado que consolidou sua projeção nacional, mesmo sem a eleição.
Após deixar o PSOL em 2019, Duda ingressou no PDT, onde ampliou sua base eleitoral. Em 2020, foi eleita vereadora em Belo Horizonte com 37.613 votos, tornando-se a mais votada da história da cidade.
Dois anos depois, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados com 208.332 votos, desempenho que a colocou como a terceira candidata mais votada em Minas Gerais naquele pleito.
A decisão de retornar ao PSOL ocorre em um momento de reorganização interna das siglas de esquerda, que buscam fortalecer identidade programática e ampliar coesão diante das disputas previstas para 2026.
Segundo a Folha, a direção nacional do partido avalia a filiação como um reforço relevante, especialmente em áreas consideradas prioritárias, como a agenda ambiental e a articulação política em Minas Gerais.
A expectativa é de que a presença de Duda contribua para consolidar a base eleitoral da legenda no estado e amplie a capacidade de mobilização em um cenário de maior fragmentação partidária.
A volta de Duda Salabert é tratada internamente como um passo para fortalecer identidade e ampliar influência política
A mudança também ocorre em um contexto de reposicionamento individual da parlamentar, que sinaliza busca por maior alinhamento ideológico e autonomia dentro do partido.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que a decisão pode influenciar novos movimentos semelhantes, com outras lideranças reavaliando filiações diante da aproximação do calendário eleitoral e da definição de estratégias para 2026.