Bolsonaro Hoje: ex-presidente apresenta nova complicação na UTI e médicos revelam o que mudou no quadro de saúde
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora na função renal durante a internação no hospital DF Star, em Brasília, segundo boletim médico divulgado na manhã deste sábado. A equipe responsável pelo tratamento informou que o quadro clínico permanece estável, mas exames laboratoriais indicaram alteração em marcadores inflamatórios e nos indicadores ligados ao funcionamento dos rins.
Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva desde sexta-feira, quando foi levado ao hospital após passar mal no local onde cumpre pena, em Brasília. O diagnóstico inicial foi de broncopneumonia bilateral aguda, uma infecção pulmonar causada por bactéria e associada, neste caso, a um episódio de broncoaspiração.
Segundo o comunicado divulgado pelo hospital, o tratamento segue em curso com antibióticos administrados por via intravenosa e hidratação endovenosa. O acompanhamento clínico também inclui fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa, prática comum em pacientes que permanecem internados por períodos prolongados.
“Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”, informou a nota divulgada pela equipe médica.
Tratamento segue com monitoramento contínuo
A equipe médica informou que o tratamento iniciado após a internação continua sem alterações estruturais, com foco na resposta do organismo aos antibióticos e no controle da infecção pulmonar.
- Uso de antibióticos administrados por via intravenosa
- Hidratação endovenosa contínua
- Fisioterapia respiratória para auxiliar a função pulmonar
- Fisioterapia motora para reduzir efeitos do período de internação
- Medidas de prevenção de trombose venosa
De acordo com os médicos responsáveis pelo acompanhamento, a evolução do quadro depende da resposta do organismo ao tratamento. Por essa razão, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva neste momento.
O cardiologista Leandro Echenique explicou que a recuperação tende a exigir acompanhamento constante, já que infecções pulmonares desse tipo costumam variar de acordo com a agressividade da bactéria e com as condições gerais de saúde do paciente.
“Quando uma infecção se instala, dependemos tanto da agressividade da bactéria quanto da defesa do organismo. Estamos avaliando a resposta ao antibiótico dia a dia”, afirmou.
Diagnóstico está ligado a episódio de broncoaspiração
A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar vômitos e dificuldade para respirar enquanto estava detido na unidade militar conhecida como Papudinha, em Brasília. Segundo os médicos, crises de refluxo fizeram com que líquido do estômago fosse aspirado para os pulmões.
Esse tipo de situação pode levar à chamada broncoaspiração, quando o conteúdo gástrico entra nas vias respiratórias e favorece a proliferação de bactérias no pulmão. No caso do ex-presidente, os médicos apontaram que os dois pulmões foram afetados, com maior comprometimento do lado esquerdo.
A presença de bactérias do sistema digestivo nos pulmões pode desencadear uma infecção intensa, exigindo tratamento hospitalar com antibióticos e monitoramento respiratório.
Idade e histórico clínico influenciam recuperação
A equipe médica também destacou que a recuperação pode ocorrer de forma mais lenta em pacientes mais velhos ou com histórico clínico complexo. Bolsonaro tem 70 anos e já utiliza diversos medicamentos diariamente, especialmente para tratamento do sistema digestivo.
Segundo os médicos, essas condições são consideradas no acompanhamento clínico e podem influenciar o tempo necessário para resposta ao tratamento.
Enquanto o quadro clínico segue sendo avaliado na UTI, aliados políticos do ex-presidente intensificaram pedidos para que ele não retorne ao local onde está preso após a alta hospitalar. A deputada Bia Kicis afirmou que conversou com os médicos e disse que a condição apresentada no momento da internação foi considerada grave.
O senador Flávio Bolsonaro também voltou a defender que a Justiça autorize prisão domiciliar para o pai, argumento que já foi apresentado anteriormente pela defesa em diferentes ocasiões.
Enquanto os debates jurídicos seguem no campo político e judicial, a equipe médica do hospital DF Star mantém acompanhamento diário do quadro clínico e continua avaliando a resposta do organismo aos antibióticos administrados desde o início da internação.
Os usuários também leram
- Por que Bolsonaro foi parar na UTI em Brasília? Entenda o diagnóstico de broncopneumonia e o que dizem os médicos sobre o quadro
- Flávio Bolsonaro afirmou que o pai escapou por pouco após agravamento do quadro respiratório. Ex-presidente segue internado em hospital de Brasília após diagnóstico de broncopneumonia.
- Relatório médico da Papudinha mostra que Bolsonaro caminhou cerca de 5 km no dia anterior à internação. Horas depois, sintomas respiratórios levaram à transferência para hospital em Brasília.
- Novo boletim médico informa que Jair Bolsonaro permanece na UTI após diagnóstico de broncopneumonia. Exames apontaram piora na função renal e elevação de marcadores inflamatórios.














