Jair Bolsonaro no Hospital: O que aconteceu com ex-presidente na cadeia? Quadro clínico piora de repente, ele vai para a UTI e médicos revelam detalhes do diagnóstico
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em Brasília, após apresentar piora no quadro clínico durante a madrugada de sexta-feira. Exames realizados pela equipe médica confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que exige acompanhamento hospitalar e tratamento com antibióticos intravenosos.
Segundo boletim divulgado pelos médicos responsáveis, Bolsonaro apresentou febre alta, sudorese intensa e calafrios antes de ser encaminhado para atendimento hospitalar. Durante a madrugada, também houve episódios de vômitos e falta de ar, sintomas que motivaram o acionamento do serviço de emergência e a transferência para a unidade de saúde.
O atendimento inicial ocorreu ainda nas primeiras horas da manhã. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 com relato de suspeita de pneumonia. Pouco depois, o ex-presidente foi transportado em ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência até o hospital DF Star, onde chegou por volta das 8h50.
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica, o quadro evoluiu rapidamente. Na noite anterior, o ex-presidente não apresentava sinais graves, mas a condição mudou nas primeiras horas da madrugada.
“Ele estava bem ontem à noite. O quadro agudo começou por volta de duas ou três horas da manhã e a progressão foi rápida”, afirmou o médico.
Após exames de imagem e análises laboratoriais, os profissionais identificaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O diagnóstico indica inflamação nos pulmões causada por infecção bacteriana, situação que costuma exigir tratamento intensivo e monitoramento constante.
Tratamento inclui antibióticos e monitoramento intensivo
A equipe médica iniciou antibioticoterapia intravenosa e suporte clínico não invasivo. Segundo os médicos, o tratamento deve se estender por vários dias, já que a resposta ao medicamento precisa ser acompanhada de forma contínua.
- Tratamento com dois antibióticos administrados por via venosa
- Monitoramento constante na Unidade de Terapia Intensiva
- Acompanhamento de sintomas como náusea, dor de cabeça e dores musculares
- Avaliação da resposta do organismo ao tratamento
Mesmo com uma pequena melhora inicial após o início da medicação, o quadro ainda exige observação hospitalar. Não há previsão de alta no momento. A expectativa da equipe médica é que o ex-presidente permaneça internado pelo menos durante a primeira fase do tratamento, estimada em cerca de sete dias.
Internação ocorre durante cumprimento de pena em Brasília
Bolsonaro está preso desde janeiro na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida informalmente como Papudinha. No local, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A unidade possui estrutura adaptada para custódia, incluindo atendimento médico permanente, fisioterapia e suporte clínico básico. Mesmo assim, eventuais complicações de saúde podem exigir transferência hospitalar, como ocorreu nesta sexta-feira.
Relatórios médicos apontam que Bolsonaro já utiliza diariamente sete medicamentos voltados principalmente ao tratamento do sistema digestivo. A condição de saúde do ex-presidente tem sido citada pela defesa em pedidos judiciais de prisão domiciliar.
Histórico recente de episódios de saúde
Não é a primeira vez que Bolsonaro precisa de atendimento médico desde que passou a cumprir pena. Episódios anteriores foram registrados nos últimos meses, com sintomas como vômitos, tontura e queda de pressão arterial.
Em janeiro deste ano, quando ainda estava detido na Superintendência da Polícia Federal, ele também foi hospitalizado após passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Posteriormente, a defesa solicitou a transferência para o batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, alegando necessidade de melhores condições de acompanhamento médico.
Apesar das alegações da defesa, decisões judiciais mantiveram o ex-presidente sob custódia na unidade militar. Uma junta médica vinculada à Polícia Federal concluiu que, embora existam necessidades de acompanhamento clínico, ele possui condições de permanecer na instalação.
Enquanto o tratamento hospitalar segue em curso, a equipe médica do DF Star mantém monitoramento contínuo do quadro clínico e aguarda a resposta do organismo aos antibióticos antes de definir os próximos passos da internação.
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