O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre eleitores de São Paulo mostra um cenário adverso, com mais rejeição do que apoio e avaliação majoritariamente negativa do governo, segundo levantamento recente.
A pesquisa, realizada entre os dias 24 e 27 de março, indica que 56% dos entrevistados desaprovam a atuação do presidente, enquanto 43% dizem aprovar. A parcela que não soube responder é residual, de 1%, o que sugere um eleitorado com posição já consolidada.
Quando questionados sobre a qualidade da gestão, os números mantêm a mesma direção. A maioria dos entrevistados, 55%, classifica o governo como ruim ou péssimo, enquanto 35% consideram ótimo ou bom. Outros 10% avaliam como regular.
Esse recorte amplia a leitura de que a rejeição não se limita à percepção geral, mas se estende à análise direta da condução do governo.
Os dados mostram um eleitorado que já formou opinião consistente, com predominância de avaliação negativa e pouca margem para indefinição.
A diferença entre aprovação e desaprovação, superior a dez pontos percentuais, não aparece como oscilação pontual, mas como tendência estruturada dentro do estado.
Esse padrão reforça um ambiente político mais rígido, no qual mudanças de percepção tendem a ser mais lentas.
São Paulo concentra o maior número de eleitores do país e costuma influenciar o debate nacional. Nesse contexto, o resultado da pesquisa aponta dificuldades para o governo no estado, especialmente em um momento em que a disputa eleitoral começa a ganhar contornos mais claros.
| Indicador | Percentual |
| Desaprovação | 56% |
| Aprovação | 43% |
| Ruim/Péssimo | 55% |
| Ótimo/Bom | 35% |
| Regular | 10% |
A leitura combinada dos dados sugere que a percepção negativa não está restrita a um grupo específico, mas distribuída de forma consistente entre os entrevistados.
O levantamento ouviu 2.254 eleitores do estado de São Paulo por meio de recrutamento digital, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A coleta foi feita ao longo de quatro dias, dentro de um intervalo considerado padrão para esse tipo de pesquisa, e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
A mesma pesquisa também inclui cenários eleitorais e avaliações comparativas que indicam equilíbrio em disputas projetadas, mantendo o ambiente político em aberto enquanto os dados de avaliação seguem pressionando o governo.
Foto: Ricardo Stuckert / PR