Lula e Trump: Por que Lula proibiu entrada de aliado de Trump no Brasil? Declaração revela disputa envolvendo vistos e ministro do governo

Crise diplomática? Entenda por que Lula condicionou entrada de assessor de Trump à liberação de visto de ministro brasileiro
Publicado por em Política dia | Página 2/2
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver autorização para entrar no território americano.

A declaração foi feita durante agenda no Rio de Janeiro e ocorre em meio a uma disputa diplomática envolvendo vistos ligados ao ministro brasileiro e sua família.

Segundo Lula, a decisão está relacionada ao bloqueio de vistos que atingiu integrantes da família de Padilha no ano passado.

Declaração ocorreu durante agenda pública

Durante o evento, o presidente citou diretamente a situação envolvendo o assessor americano que pretendia vir ao Brasil.

Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde.

Lula também afirmou que Padilha conta com respaldo do governo brasileiro diante da situação envolvendo os Estados Unidos.

Padilha, esteja certo que você está sendo protegido.

Vistos da família de Padilha foram cancelados

O episódio mencionado pelo presidente envolve o cancelamento, em 2025, dos vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde.

Na ocasião, o visto do próprio Padilha estava vencido, o que impediu formalmente seu cancelamento.

  • Visto da esposa de Padilha cancelado
  • Visto da filha do ministro também revogado
  • Documento do ministro já estava vencido

Visita de assessor de Trump gerou reação

O caso ganhou repercussão após o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitar ao Supremo Tribunal Federal autorização para receber a visita de Darren Beattie.

Aliado político de Trump, Beattie atua no Departamento de Estado dos Estados Unidos e é responsável por temas ligados ao Brasil.

A defesa de Bolsonaro pediu que o encontro ocorresse na próxima semana, durante visita oficial do assessor ao país.

STF negou autorização para encontro

Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido para que Beattie visitasse Bolsonaro.

Segundo a decisão, a visita não havia sido comunicada oficialmente à diplomacia brasileira e não fazia parte da agenda institucional prevista para o assessor no país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou sobre o caso em ofício enviado ao Supremo.

No documento, o chanceler afirmou que a visita poderia ser interpretada como interferência nos assuntos internos brasileiros.

  • Visita não comunicada à diplomacia brasileira
  • Pedido de encontro foi negado pelo STF
  • Itamaraty apontou possível ingerência política

O pedido da defesa de Bolsonaro previa que a reunião ocorresse na próxima segunda-feira ou na terça-feira da semana seguinte, datas em que Darren Beattie estará em visita oficial ao Brasil, enquanto o episódio passa a integrar uma nova tensão diplomática entre Brasília e Washington.

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Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.