Vorcaro morreu? Não, a morte no caso do Banco Master foi de Sicário, homem ligado a Daniel Vorcaro, também investigado na operação Compliance Zero da PF

Quem era o “Sicário” de Vorcaro que morreu após prisão e por que o apelido usado na investigação chamou atenção da PF
Publicado por em Política dia | Atualizado em | Página 7/7
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nas investigações como “Sicário”, morreu em um hospital de Belo Horizonte após ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ele havia sido detido dias antes sob suspeita de participação em uma estrutura associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo informações da investigação, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro da capital mineira, onde permaneceu internado em estado grave até a confirmação da morte.

Homem conhecido como “Sicário” em investigação do Banco Master morre após prisão em operação da PF

A morte ocorreu após dois dias de internação. De acordo com a defesa, os médicos iniciaram protocolo de morte encefálica na manhã de sexta-feira e o óbito foi declarado oficialmente às 18h55.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais.

Papel nas investigações da Operação Compliance Zero

Nas investigações conduzidas pela Polícia Federal, Mourão aparece como integrante de um grupo que atuaria em favor do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo os documentos analisados pelos investigadores, ele era identificado pelo apelido “Sicário”, termo que significa assassino de aluguel.

A investigação aponta que o suspeito coordenava um grupo conhecido como “Turma”, formado por pessoas ligadas à área de segurança.

De acordo com a apuração, esse grupo teria sido responsável por monitorar empresários, ex-funcionários e jornalistas relacionados a disputas envolvendo o Banco Master.

Pagamento mensal e estrutura do grupo

A Polícia Federal também apura movimentações financeiras ligadas à atuação do grupo.

Segundo os investigadores, Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para coordenar as atividades atribuídas à equipe.

  • Grupo chamado “Turma” reunia pessoas ligadas à área de segurança
  • Investigação aponta atividades de monitoramento e ameaças
  • Pagamento mensal estimado em R$ 1 milhão

O valor, conforme a investigação, seria repassado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e posteriormente distribuído entre integrantes do grupo.

Prisão ocorreu na terceira fase da operação

Mourão foi preso preventivamente na quarta-feira, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

  • Prisões ocorreram na terceira fase da operação
  • Investigação apura atuação de organização criminosa
  • Polícia Federal conduz análise de dados apreendidos

Além de Mourão, também foram presos Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, apontado como cunhado do banqueiro.

Enquanto a investigação segue analisando documentos, dados eletrônicos e movimentações financeiras associadas ao caso, a Polícia Federal também avalia as circunstâncias que levaram à tentativa de tirar a própria vida dentro da unidade policial, episódio que antecedeu a morte do investigado.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.