Senadora Soraya Thronicke afirma que pedirá desculpas ao relator da CPI do INSS caso acusação de estupro não seja confirmada
A acusação feita durante sessão da CPI do INSS provocou um novo foco de tensão no Congresso e levou o caso diretamente para análise da Polícia Federal, após troca de acusações entre parlamentares e o relator da comissão.
A senadora Soraya Thronicke afirmou que pedirá desculpas públicas ao deputado Alfredo Gaspar caso um exame de DNA não confirme a acusação apresentada contra ele. A declaração foi feita após a formalização de uma notícia-crime enviada às autoridades, baseada em indícios que, segundo ela, justificariam a abertura de investigação, revelou o Estadao.
O episódio ganhou repercussão depois que Soraya e o deputado Lindbergh Farias acusaram o relator de estupro e tentativa de suborno durante uma sessão marcada por confrontos verbais e interrupções. Gaspar nega as acusações e sustenta que o caso mencionado envolve outra pessoa da família, com circunstâncias distintas das relatadas.
Denúncia foi formalizada e envolve possível investigação sigilosa
Os parlamentares afirmam que encaminharam à Polícia Federal registros de conversas e informações consideradas relevantes para a apuração. Segundo eles, há suspeita de que um intermediário tenha feito pagamentos para evitar a exposição do caso, com valores que, somados, chegariam a R$ 470 mil.
- Pedido de investigação sob sigilo para proteger envolvidos
- Preservação de provas apresentadas pelos parlamentares
- Apuração de possíveis pagamentos para silenciamento
- Inclusão de testemunhas em programa de proteção
Ainda de acordo com os autores da denúncia, a verificação biológica seria determinante para esclarecer o caso, apontado como envolvendo possível crime contra menor de idade à época dos fatos.
Defesa contesta versão e apresenta outro histórico
O deputado Alfredo Gaspar sustenta que a acusação não corresponde aos fatos e afirma que a situação citada diz respeito a um primo, que teria mantido relação com uma mulher já adulta, em contexto diferente do apresentado pelos denunciantes.
Segundo a versão apresentada por sua equipe, existe um exame de DNA realizado anteriormente que indicaria a paternidade desse familiar, documento que foi encaminhado à imprensa como forma de contestar a narrativa divulgada.
A defesa afirma que os fatos foram distorcidos e que o caso não envolve o parlamentar acusado durante a sessão da CPI
Gaspar também informou que pretende registrar queixa formal contra os autores das acusações, tanto na Polícia Federal quanto na Comissão de Ética da Câmara, ampliando o embate institucional gerado a partir da sessão.
Confusão começou durante leitura de relatório
A crise teve início durante a leitura do relatório final da CPI, quando o relator citou declarações de integrantes do Supremo Tribunal Federal, o que levou à reação de outros parlamentares presentes.
O confronto verbal escalou rapidamente, com interrupções, troca de acusações e suspensão momentânea da sessão para reorganização dos trabalhos.
- Leitura do relatório foi interrompida após discussão
- Parlamentares trocaram acusações em plenário
- Sessão precisou ser suspensa para contenção do conflito
A partir desse episódio, a disputa saiu do campo político e passou a envolver pedidos formais de investigação, versões conflitantes e possibilidade de responsabilização legal de todos os envolvidos.
O caso segue sob análise das autoridades, com a expectativa de que novos elementos, incluindo eventual exame de DNA, possam influenciar diretamente os próximos desdobramentos da investigação.














