Nissan Kicks 2026: preço da versão Sense cai até R$ 27 mil em concessionárias

Nova geração do Nissan Kicks chega maior, turbo e mais equipada e, mesmo recém-lançada, passa a ser ofertada com abatimentos elevados em concessionárias.
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Pontos Principais:

  • Nova geração do Nissan Kicks chegou ao mercado em junho com projeto, porte e mecânica totalmente novos.
  • Versão Sense já é encontrada por R$ 139.990, com desconto máximo de R$ 27 mil sobre o preço oficial.
  • SUV cresceu, passou a ter 470 litros de porta-malas e ganhou motor 1.0 turbo com câmbio de dupla embreagem.
  • Pacote de série inclui seis airbags, multimídia de 12,3 polegadas, LED completo e sistemas de assistência.

O preço que aparece no site não é o preço que muitos estão pagando. Quem entrou numa concessionária pensando em “dar só uma olhada” saiu fazendo conta no celular, pedindo proposta impressa e ligando para alguém de confiança. O motivo é simples e pouco comum: o Nissan Kicks Sense 2026 da nova geração já aparece no mercado por R$ 139.990, um valor que representa um abatimento direto de até R$ 27 mil sobre o preço oficial.

O novo Kicks chegou como um carro maior, mais moderno e mais caro, mas em poucos meses apareceu por valores que ninguém previa ao olhar a tabela oficial.
O novo Kicks chegou como um carro maior, mais moderno e mais caro, mas em poucos meses apareceu por valores que ninguém previa ao olhar a tabela oficial.

Isso muda completamente o clima da compra. Não é aquele desconto simbólico para quem fecha rápido, nem bônus condicionado a financiamento específico. É dinheiro real sendo tirado do preço de etiqueta de um carro que chegou às lojas há poucos meses, lançado oficialmente em junho de 2025, ainda com cheiro de novidade.

O curioso é que esse movimento não acontece porque o carro ficou encalhado, segundo a AutoEsporte. Pelo contrário. A nova geração do Kicks não herdou praticamente nada do antigo Kicks Play. O projeto mudou, o porte mudou, a mecânica mudou e até o público-alvo se ampliou. O SUV cresceu para 4,37 metros de comprimento, ganhou 2,66 m de entre-eixos e agora oferece um porta-malas de 470 litros, números que colocam o modelo em outro patamar dentro do segmento.

A troca mecânica também pesa: sai o antigo 1.6 aspirado, entra o 1.0 turbo com injeção direta e dupla embreagem, conjunto mais atual e eficiente.
A troca mecânica também pesa: sai o antigo 1.6 aspirado, entra o 1.0 turbo com injeção direta e dupla embreagem, conjunto mais atual e eficiente.

Na prática, isso aparece logo ao entrar no carro. O banco traseiro acomoda melhor quem vai atrás, o espaço para pernas não exige mais concessões e o porta-malas aceita bagagem de família sem aquele jogo de empurra. Não é um detalhe técnico isolado, é uma mudança de percepção no uso diário.

A versão Sense, mesmo sendo a porta de entrada, entrega um conjunto que conversa diretamente com o que o consumidor brasileiro passou a exigir depois de conviver com carros mais caros. São seis airbags, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 12,3” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, alerta de permanência em faixa, monitoramento da pressão dos pneus, controle de estabilidade e tração, além de faróis e lanternas de LED. As rodas de 17 polegadas ajudam a completar o visual de SUV que não parece “pelado”.

O acabamento também acompanha essa evolução. Há mais cuidado no encaixe das peças, materiais mais agradáveis ao toque e uma cabine que passa sensação de carro mais caro do que a posição de preço sugere, especialmente agora com os descontos agressivos.

Mesmo sendo versão de entrada, o Sense entrega seis airbags, LEDs, ar digital, painel digital e central grande, pacote que antes custava bem mais caro.
Mesmo sendo versão de entrada, o Sense entrega seis airbags, LEDs, ar digital, painel digital e central grande, pacote que antes custava bem mais caro.

Debaixo do capô está outra ruptura importante. O antigo 1.6 aspirado ficou no passado. No lugar dele entra o 1.0 turbo flex de três cilindros, com injeção direta, que entrega 125 cv e 22,4 kgfm. A troca do câmbio CVT por uma transmissão automatizada de dupla embreagem e seis marchas muda completamente a resposta ao acelerar, principalmente no trânsito urbano, onde o carro se mostra mais esperto e previsível.

Nos números, o desempenho é coerente com a proposta. A aceleração de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos não transforma o Kicks em esportivo, mas também não deixa o motorista na mão em retomadas e ultrapassagens. A velocidade máxima declarada de 185 km/h cumpre o papel. O foco aqui está no equilíbrio.

O consumo reforça essa leitura. Com gasolina, o modelo registra 11,7 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, segundo o Inmetro. Com o tanque de 48 litros, a autonomia rodoviária pode chegar a 686 km, um número que faz diferença para quem roda muito ou pega estrada com frequência.

Sem herdar quase nada do Kicks Play, a nova geração mudou porte, acabamento e tecnologia, sinal claro de que a Nissan quis reposicionar o modelo dentro do segmento.
Sem herdar quase nada do Kicks Play, a nova geração mudou porte, acabamento e tecnologia, sinal claro de que a Nissan quis reposicionar o modelo dentro do segmento.

As ofertas mais agressivas estão concentradas em unidades com pintura sólida, especialmente na cor preta, mas já aparecem em diferentes regiões. Em São Paulo, Barueri e Goiânia, concessionárias e lojas independentes disputam o mesmo cliente, usando o preço como principal argumento para fechar negócio rápido.

O que prende a atenção não é apenas o valor final, mas o contexto. Um SUV recém-lançado, maior, mais tecnológico e com motor turbo moderno sendo vendido com desconto típico de fim de ciclo. Para quem acompanha o mercado, isso revela uma estratégia clara da Nissan: ganhar volume agora, colocar o carro na rua e ocupar espaço antes que a concorrência reaja.

Novo Nissan Kicks Sense lançado em junho já é vendido por até R$ 139.990, com desconto de R$ 27 mil, após trocar projeto, motor 1.0 turbo, câmbio e crescer em porte e conteúdo.
Novo Nissan Kicks Sense lançado em junho já é vendido por até R$ 139.990, com desconto de R$ 27 mil, após trocar projeto, motor 1.0 turbo, câmbio e crescer em porte e conteúdo.

Para o consumidor, o efeito é direto. O novo Kicks Sense deixou de ser apenas mais um lançamento e passou a ser uma oportunidade concreta de compra. Desconto fora do padrão.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.