Quanto custa para blindar um carro?

Ter um veículo blindado é sempre um maior segurança para circular nas ruas com mais tranquilidade. Mas este privilégio parece ser destinado a poucos e com alto poder aquisitivo. Em realidade, alguns modelos de carros usados sem blindagem tem um custo maior do que o equivalente blindado.

Dicas
3 semanas atrás
Quanto custa para blindar um carro?

Um mercado em ascensão

O Brasil é um país extremamente pacífico, que dificilmente entre guerra, mas que vive uma sensação de insegurança constante. Talvez essa seja a razão por sermos a nação em tempo de paz que mais vende veículos blindados do mundo.

De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), existem mais de 70 empresas no mercado nacional para a blindagem de carro.

Blindagens acessíveis

Em geral, a blindagem exige um custo elevado, em média R$ 50.000 a mais do valor do veículo, além de ter uma depreciação muito grande.

Por outro lado, para quem deseja comprar um veículo blindado usado é uma ótima oportunidade, podendo custar até mais barato do que o modelo equivalente sem blindagem.

Um Audi A4 1.8 ano 2007, por exemplo, pode ser encontrado por 32.500, enquanto a versão sem blindagem tem preços a partir de R$ 35.000.

Critérios para blindados usados

Para veículos usados, é fundamental solicitar à empresa que fez a blindagem uma vistoria completa para ter certeza de que a blindagem está em ordem, ou seja, que não houve nenhuma troca de peça por outra sem proteção.

A parte estrutural da blindagem, colunas e travessas revistadas de aço, não perdem a resistência, salvo que já tenham sido abatidas.

Já a manta protetora que reveste o teto e as portas perde a blindagem se expostas a enchentes ou colisão.

Esta é a razão pela qual se deve procurar mecânicas especializadas em blindagem na hora de um reparo, a fim de evitar o reaproveitamento que comprometem a segurança do veículo.

Quanto aos vidros blindados, a verificação é mais simples de se observar: a garantia se perde se houver bolhas entre as camadas de vidros.

Escolhendo a empresa

A blindagem implica em um processo complexo, onde o veículo é todo desmontado até ficar apenas a carroceria, o painel e o motor. Depois de revestir as peças de blindagem, entre as quais estão os vidros, portas, vidros e forro interno, é preciso fazer a remontagem preservando a identidade do modelo.

Portanto, o importante para comprar um modelo blindado novo ou usado é verificar as condições de blindagem e as garantias oferecidas.

É fundamental conhecer, por exemplo, a marca e o nível de blindagem, bem como verificar se a empresa continua em funcionamento.

As empresas têm que ter Certificado de Registro (CR) e Título de Registro no Exército para comercializar blindagem.

Mas o fato de estar autorizada não significa que a blindagem terá qualidade. Com a concorrência e as dificuldades financeiras, algumas empresas oferecem serviços com preço e peso abaixo do mercado.

Ora, para cada veículo e nível de blindagem já existe um peso estipulado que será necessário adicionar. Por outro lado, se o peso for sobrecarregado o sistema de suspensão pode não resistir.

O recomendável é pesquisar referências sobre a empresa escolhida, verificar se as autorizações estão em dia e fazer uma comparação sobre a proposta com as concorrentes do mercado.

Níveis de blindagens

O nível de blindagem mais utilizado no mercado é o III-A, mais existem outros níveis que podem ser mais adequados a veículos com menor potência.

  • Nível I – blindagem menor, mais econômica e com menor peso, resistente a calibres 32 e 38.
  • Nível II e II-A – blindagem de tamanho, valor e peso intermediário, resistente a calibres 9 mm e Magnum 357.
  • Nível III-A – blindagem mais cara do mercado, resistente a todos os calibres de mão, inclusive Magnum 44.

Planejamento em longo prazo

Embora seja possível comprar um veículo blindado usado com preço acessível, o investimento com o uso e a manutenção sempre será maior, bem como o conserto em caso de batida.

Como o desgaste das peças de um veículo blindado é maior – principalmente os sistemas de suspensão e frenagem – é necessário realizar a revisão 10.000 km antes do prazo do modelo convencional.

Também é preciso preparar o bolso para os gastos com combustível, pois o consumo devido o aumento de peso é elevado.

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