A Volkswagen Amarok 2012 chegou ao mercado brasileiro consolidando a presença da marca no segmento de picapes médias. Com opções que atendiam desde quem buscava um veículo robusto para o trabalho até consumidores que queriam conforto e tecnologia para uso diário, a linha incluía versões como cabine simples e dupla, além de diferentes configurações de motorização e tração. As opções variavam entre motores 2.0 TDI com turbo único ou biturbo, transmissão manual de 6 marchas ou automática de 8, e tração 4×2 ou 4×4, oferecendo ampla gama para diferentes perfis de uso.
Visualmente, a Amarok 2012 mantinha o estilo imponente da linha, com linhas retas, frente robusta e caçamba de dimensões generosas. Os destaques iam desde a versão Trendline, mais acessível, até a Highline, que entregava acabamento refinado e pacote tecnológico mais completo. No conjunto, a proposta da Volkswagen era equilibrar força, desempenho, economia e conforto, entrando na disputa direta com Hilux, Ranger, S10 e Frontier no Brasil.
A Amarok 2012 trazia motores 2.0 TDI de quatro cilindros com duas configurações principais: uma versão com turbo único de 140 cv e 34,7 kgfm de torque, e outra com biturbo de 180 cv e 42,8 kgfm. Essa diversidade permitia atender diferentes demandas, seja para uso urbano e estradeiro, seja para trabalhos mais exigentes.
A transmissão variava conforme a versão: câmbio manual de 6 marchas nas opções de entrada e intermediárias, garantindo trocas precisas e controle da força, e câmbio automático de 8 marchas na Highline, oferecendo mais suavidade e desempenho em estrada. A tração podia ser 4×2, 4×4 conectável ou 4×4 permanente, esta última combinada à transmissão automática.
No desempenho, a versão biturbo se destacava com aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 10,9 segundos, enquanto a de 140 cv cumpria a mesma prova em torno de 13 segundos. A velocidade máxima variava entre 167 km/h e 179 km/h, dependendo da configuração.
O consumo da Amarok 2012 ficava entre 7,3 km/l e 10,5 km/l na cidade, e de 9,5 km/l a 12,5 km/l na estrada, conforme versão e tipo de tração. Para uma picape média com quase duas toneladas, os números eram competitivos no segmento.
O tanque de combustível de 80 litros garantia autonomia que podia ultrapassar 900 km nas condições mais favoráveis, algo positivo para quem percorre longas distâncias. Na prática, isso a tornava viável tanto para o dia a dia quanto para viagens em família ou com amigos.
Mesmo nas configurações mais potentes, o equilíbrio entre força e eficiência energética era um dos pontos de venda da Amarok, especialmente frente a rivais que gastavam mais combustível em uso urbano.
Com torque variando de 34,7 kgfm na versão de 140 cv a 42,8 kgfm na biturbo de 180 cv, a Amarok 2012 entregava força suficiente para enfrentar subidas íngremes, puxar reboques e lidar com cargas pesadas.
A caçamba da cabine dupla tinha 1,555 m de comprimento e capacidade para pouco mais de 1 tonelada de carga útil. Já a cabine simples, mais voltada para uso comercial, oferecia 2,205 m de comprimento e capacidade acima de 1,1 tonelada.
Além da capacidade, o acesso facilitado e os pontos de amarração bem distribuídos ajudavam na fixação de cargas, tornando-a funcional para trabalhos no campo, na construção civil ou no transporte de equipamentos.
A Amarok 2012 cabine dupla acomodava confortavelmente até cinco ocupantes, com bom espaço para pernas e cabeça. A cabine simples priorizava espaço de carga, mas ainda mantinha ergonomia para motorista e passageiro.
No acabamento, a versão Trendline contava com ar-condicionado, direção hidráulica, som com entrada USB e volante ajustável. Já a Highline oferecia bancos em couro, ar-condicionado digital de duas zonas, volante multifuncional e central multimídia mais completa.
Em segurança, vinha com airbags frontais, freios ABS com função off-road, controle de tração e estabilidade, e bloqueio eletrônico de diferencial. Esse pacote era competitivo e mostrava a intenção da VW de oferecer mais que apenas força bruta.
Sendo um veículo usado, o valor da Amarok 2012 varia conforme versão, estado de conservação e região. Preços aproximados na Tabela Fipe (agosto/2025):
Ao comprar, verificar histórico de manutenção, funcionamento da tração, integridade do câmbio, sinais de uso intenso e eventuais pendências de recall, como o caso do Dieselgate.
O primeiro ponto positivo é a robustez mecânica e a capacidade de lidar com diferentes tipos de terreno, especialmente nas versões 4×4, que se mostraram confiáveis no uso off-road e em estradas de terra.
Outro destaque é o nível de conforto e tecnologia embarcada, principalmente na versão Highline, que oferece comodidades dignas de SUVs de luxo, mantendo a capacidade de carga elevada.
Por fim, o bom desempenho aliado ao consumo relativamente contido para o porte do veículo faz da Amarok uma picape versátil, que transita bem entre o uso profissional e familiar.
O primeiro ponto negativo é o custo elevado de manutenção, especialmente em itens como câmbio automático, sistema de injeção e componentes eletrônicos, que exigem mão de obra especializada.
Outro aspecto é a rede de assistência da Volkswagen, que, embora ampla, nem sempre é especializada em picapes, o que pode gerar prazos longos para reparos em cidades menores.
Além disso, a imagem da Amarok sofreu com o envolvimento no Dieselgate, que, apesar do recall, deixou parte dos consumidores receosa quanto à confiabilidade e transparência da marca.
Fonte: Icarros, Estadao e QuatroRodas.