Volkswagen aposenta lendário motor VR6 do Golf, Passat e Fusca após 34 anos de produção

O motor VR6 marcou época por sua engenharia compacta e potente, equipando carros como Golf, Passat e SUVs. Criado em 1991, unia cilindros em um ângulo de 15°, com alta eficiência. Produzido até 2024, foi substituído por motores menores e turbos, encerrando um legado de inovação no setor automotivo.
Publicado por Alan Corrêa em Notícias e Volkswagen dia 25/12/2024

O motor VR6 da Volkswagen, um dos maiores exemplos de genialidade mecânica disfarçada de simplicidade, deu seu último suspiro em 12 de dezembro de 2024. Foi assim que a máquina que colocou muitos carros icônicos da marca no mapa automobilístico entrou para a história, com sua arquitetura compacta, um cabeçote único e um nome que soa mais como uma sigla de grupo punk dos anos 80.

Pontos Principais:

  • Motor VR6 foi fabricado por 34 anos, de 1990 a 2024.
  • Equipou modelos como Golf, Passat, Jetta e até o Bugatti Veyron.
  • A estrutura combinava características de motores em linha e em V.
  • Foi substituído por motores menores e mais eficientes com turbo.

A Volkswagen encerrou, em dezembro de 2024, a produção do motor VR6, lançado em 1991. Com uma estrutura inovadora que combinava características de motores em V e motores em linha, ele atendeu à necessidade do mercado por motores mais compactos e potentes. O VR6 surgiu como uma alternativa para carros menores, mas sua potência também permitiu o uso em veículos maiores, abrangendo modelos populares e de luxo.

O motor VR6 da Volkswagen, lançado em 1991, inovou ao unir características de motores em linha e em V, com cilindros intercalados e um ângulo de apenas 15 graus entre as bancadas.
O motor VR6 da Volkswagen, lançado em 1991, inovou ao unir características de motores em linha e em V, com cilindros intercalados e um ângulo de apenas 15 graus entre as bancadas.

O motor foi projetado para mercados como o norte-americano, que demandavam motores com maior cilindrada. Sua configuração utilizava um bloco compacto e um único cabeçote, economizando espaço e reduzindo custos. Ao longo de sua história, o VR6 esteve em diversos modelos da Volkswagen, incluindo Golf, Passat, Jetta e Beetle. Ele também foi adotado por outras marcas do Grupo Volkswagen, como Audi e Porsche, e até por empresas externas, como Ford e Mercedes-Benz.

Além do motor VR6, outras variações derivadas também marcaram época. Entre elas, o W12, utilizado pela Bentley, e o W16, que se tornou o coração do Bugatti Veyron. Outra derivação foi o VR5, com cinco cilindros, que apareceu em modelos menores. Essas adaptações demonstram a flexibilidade da plataforma criada pela Volkswagen.

Com especificações que variaram de 2.8 a 3.6 litros, o motor VR6 alcançou potências de até 299 cavalos em sua versão mais avançada. Ele também teve uma versão turboalimentada de 2.5 litros na China, usada em SUVs como o Talagon. O design do VR6 influenciou o desenvolvimento de outros motores e serviu de base para estudos que moldaram a estratégia de motorização da empresa.

Apesar de seu sucesso, o VR6 foi gradualmente substituído por motores menores e mais eficientes. O downsizing, uma tendência na indústria automotiva, levou à popularização de motores turboalimentados de quatro cilindros, que oferecem maior eficiência de combustível e menores emissões. Essa evolução tornou o motor VR6 obsoleto em termos de custo e viabilidade.

O último motor VR6 foi montado em 12 de dezembro de 2024. Sua saída marca o fim de uma era na engenharia automotiva da Volkswagen, que agora foca em tecnologias híbridas e elétricas. A empresa também redireciona sua produção para atender às regulamentações globais de emissões e às demandas do consumidor por alternativas sustentáveis.

Ao longo de 34 anos, o VR6 teve 1,87 milhão de unidades produzidas. Essa marca consolidou sua importância histórica, não apenas para a Volkswagen, mas também para a evolução de motores no setor automotivo. Com seu fim, a empresa fecha um capítulo significativo e segue em direção a um futuro mais alinhado às novas tecnologias.

Fonte: AutoEsporte e Motor1.